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28 de out. de 2024
O grito das pedras
29 de ago. de 2022
ANITA E OS BISCOITINHOS
Minha tese sobre "O fenômeno Anita" tem que começar com uma frase bombástica, bem exagerada, então lá vai:
Se a mídia resolver lançar-me investindo pesado na minha imagem com muitos milhões de reais o tempo todo, 24 horas por dia, por todos os meios de comunicação possíveis como faz com ela, até eu viro "estrela". Qualquer um vira.
Todo santo dia a gente é obrigado a se deparar com foto de Anita, escândalo de Anita, namorado de Anita, bunda da Anita, show, vestido, cirurgia, viagem... ? Ela não pode dar um peido que logo transformam em noticia como se todo mundo quisesse saber. Não, não querem. Mas uma vez posto o assunto fatalmente ele será comentado e vira dinheiro. Então se houver um buraco, de lá surgirá uma foto da Anita.
Para criar no povo um "paladar artificial" vale tudo. Vale, por exemplo, chamar entretenimento vulgar de "cultura".
Qual a finalidade disso tudo - já se perguntou? Resposta: moldar o gosto popular e tornar as pessoas capazes de consumir dejetos e acreditando que foi por escolha própria.
Veja bem: se eu quero ganhar dinheiro mas só sei fazer biscoito de terra, é melhor arranjar um jeito de fazer as pessoas quererem comer biscoito de terra. Para isso há toda uma ciência envolvida, toda uma psicologia de mercado com poder de moldar opiniões.
Mas por que é tão importante fazer o povo gostar de "lixo"? Por que não investir em gente realmente talentosa? Por que não lançar gente boa, talentosa, capazes de fazer arte?
Primeiro: QUALIDADE
Um artista de verdade, talentoso, inteligente sensível não aparece quando a gente quer. Não dá pra fabricar nem brota do chão. Estes existem sim, mas são poucos. Não dão conta de produzir em escala industrial . É necessário volume, muito volume pra fazer dinheiro. Não é nada fácil encontrar gente acima da média. O boi não é feito só de filé.
Segundo: QUANTIDADE
A indústria da música precisa de muitos novos lançamentos o tempo todo pra poder movimentar tudo que a circunda: CD's, shows, programas de auditório, sites de fofocas, novelas etc. Se o gosto popular for muito exigente, quem vai querer consumir as nulidades deles? Investir em qualidade poder ser um tiro no pé pois o povo acaba se tornando exigente e eles não tem como satisfaze-lo. É preciso oferecer o que se encontra em todo lugar. As pessoas tem que ser levadas a aceitar consumir o que "eles" conseguem produzir. O nome disso é ENGENHARIA SOCIAL. Já ouviu falar? Pois é.
A indústria do entretenimento precisa de muita gente fabricando músicas com 4 notas pra conseguirem movimentar o negócio. Sofisticação dá trabalho, leva tempo. Sai caro.
Esse pessoal não brinca em serviço. Usam artilharia pesada: rádio, televisão, outdoor, revista, jornal, Internet, Facebook, Instagram etc. Tudo e todos, unidos, dia noite , metralhando "biscoito de terra" na nossa cara até a gente abrir a boca e engolir. Não tem pra onde correr: o povo acostuma e depois acaba achando que gosta. Nada como um povo de paladar rude!
Conclusão:
Essa visibilidade toda NÃO É RESULTADO DO "SUCESSO" DA ANITA. É o contrário: é JUSTAMENTE A SUA CAUSA!
Se o povo tiver um gosto mais sofisticado essa indústria quebra.
6 de jun. de 2020
Sobre o caso do mendigo com o bebê
5 de jun. de 2020
Sobre a patroa que matou a criança
28 de ago. de 2019
BONDADE CÍNICA
Falsa bondade.
Ou cara de pau.
Sei lá qual nome você prefere dar. É sobre isso que quero falar hoje.
O sonho desses "novos bondosos" é lindo: fronteiras abertas sem critério pra todo aquele que quiser entrar. E o dinheiro surgindo. Mas e se alguns forem comprovadamente inimigos da nossa cultura? "Não importa. Depois a gente pensa nisso".
Um otimismo invencível e insano entope essas cabeças a despeito da realidade, a despeito da experiência, a despeito dos noticiários, da lógica e da matemática. "Não, com a gente vai dar certo. Tudo se ajeita. Nóis é brasileiro!".
Percebo uma certa expectativa de canonização no sujeito que deseja acolher os de fora às custas do sofrimento dos de dentro.
É como colocar o filho pra dormir ao relento enquanto o hóspede fica na cama. Ou como tirar o pão dos filhos pra ser legal com o desconhecido.
Bondade só é bondade se for livre. Se for por amor é cristianismo. Se for às custas dos outros, é opressão. Deus me livre desse tipo de "bondade"!
Alguém aí está preocupado com a comprovada DEGENERAÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA dos brasileiros que vivem na fronteira com a Venezuela? Sabiam que eles vivem com medo pois a violência aumentou muito? Mas quem se importa? Isso é tão longe e onde eu moro, não é? Eu pago de "cristã caridosa " enquanto quem se lasca são eles, lá longe.
11 de fev. de 2019
Boechat e "o grande evento"
Ontem, um homem famoso, um "coroa" bonito e bem conceituado. Hoje, um ilustre defunto. Um pedaço de carne totalmente sujeito às decisões dos outros. Sobras carbonizadas que não se governam.
Claro que ele não era só isso. E o homem de verdade, cadê? Não sei. Subsiste. Certamente subsiste e isso é misterioso e fascinante.
Hoje eu vejo esse teclado e o uso. Vejo as pessoas e as toco. Pensando nisso me vem a agradável impressão de que meu poder de influência nesse mundo é muito maior do que costumo supor. Sou matéria atuante, posso impor minha presença, fazer-me notar de alguma forma. Posso denunciar, animar, cantar uma música. Faço parte desse sistema, desse conjunto esquisito de seres vivos. Sinto-me acolhida por essa ideia.
Se por aqui eu ficasse depois de morta será que olharia para esse mesmo teclado de forma diferente? Sim. Quem sabe com uma certa aflição por não poder mais usá-lo. E eu olharia essa mesma poltrona sem sentir mais sua textura e só nesse momento começaria a perceber a brutal mudança pela qual finalmente passei. O teclado, a poltrona e tudo o mais: nada mais me pertencia, nem meu pobre corpo alquebrado. "Fui despojada. Completamente despojada como nunca pensei ser possível. Não sinto mais, não faço parte, não integro mais o planeta. Essa etapa da minha existência acabou".
Como seria não sentir mais nada? Não, não existe "não sentir mais nada" mas deve haver um "sentir" diferente do que conheço agora. Talvez meus dedos passariam através da matéria sem poder tocá-la, como nos filmes de fantasmas, e isso não seria muito divertido. Isso não é brincadeira . É o extremo da impotência .
Eu sentiria uma espécie de saudade? As coisas fora do lugar me incomodariam quando estivessem fora do alcance do meu toque? De repente o ato de lavar um copo, virar uma chave, catar um lixo, dar uma moeda, repartir um lanche, se tornariam tão grandes! Eu descobriria, chocada, que esses atos sempre foram grandes mas eu havia passado a vida toda sem me dar conta disso. Então eu iria embora desse mundo por não poder suportar a ideia de só olhar sem poder fazer nada.
Talvez me passasse pela cabeça que "eu daria tudo o que tenho para voltar a ter domínio sobre todas as banalidades que agora me fogem" mas em seguida eu lembraria, quase rindo, que não tenho mais nada para dar em troca. Então a morte, que sempre me pareceu a libertação, poderia por um instante parecer uma eterna prisão atrás do vidro. Por isso os mortos vão embora: para não terem que se estressar com a recém descoberta impotência. Aí vão embora, meio amuados, para poderem voltar a "ser gente" em outro lugar, já que aqui não dá mais.
Fantasias. A morte gera mais fantasias do que o sexo. Muito mais.
Impossível separar a mente de todas as fantasias que envolvem "o grande evento".
Um dia tudo o que sou não vai passar de uns quilos de carne deteriorando dentro de uma caixa de madeira. E tudo o que realmente importa de mim estará absolutamente fora do alcance de vocês.
Foi-se Boechat. Um dia também vou. É sábio lembrar disso.
29 de set. de 2017
Manifestações culturais da esquerda
20 de fev. de 2017
Ponto Morto

Alguns países já tomaram providências a respeito adquirindo equipamentos mais sofisticados para seus nacionais não correrem o risco da incomunicabilidade mas o Brasil (adivinha!) não tá nem aí. Os pilotos contam apenas com a intuição, a sorte, terços e patuás. Tem dado certo! Até agora os prejudicados não voltaram para reclamar.
Acho que deveriam contratar esotéricos, profetas, pais de santos, ciganas, adivinhos e outros bichos para ocuparem as vagas de pilotos. Seria mais condizente com a profissão. Durante a reportagem os pilotos não quiseram gravar entrevista com medo de represálias (tradução: perder o emprego).
Acho que devemos olhar o fato com otimismo. Tudo na vida tem um ponto positivo, até mesmo o ponto morto. Ele não precisaria representar, necessariamente, um problema para nós. Porque não usá-lo como solução?
Uma penitenciária flutuante seria garantia mais do que garantida de que a bandidagem finalmente estaria incomunicável uma vez estando atrás das grades. Outro lance seria construir um motel Ponto Morto. A utilidade de não ser encontrado dispensa maiores explicações. Imagino o sucesso do empreendimento: hordas de pessoas querendo um week end no Hotel (motel) Ponto Morto para tratar de negócios sem ser importunado.
Ainda não analisei a viabilidade de utilizar essa estranha bolha de silêncio, criada por Deus, como paraíso fiscal. Poderia ser útil sim. Não chegaria nenhum pedido de informação: watsapp, telefonema, correios, e-mail, P.N. Só entraria quem tivesse conta. Quem não fosse correntista ou pessoa realmente interessada em sê-lo (nada a ver com carteiros) levariam desdobro ad eternum.
Tudo tem um lado positivo.
19 de set. de 2016
Eu perdôo o Neymar
17 de mai. de 2016
As rebeliões nos presídios e as onças
Tempos atrás assisti, boquiaberta, a mais uma evidência de que muitos dos habitantes dos presídios do Brasíl já deixaram ser ser humanos há algum tempo. Bandidos indignados decaptavam companheiros, exibiam cabeças, arrancavam olhos e clamavam por maconha e celulares - o que nos leva a concluir que prisão é bobagem; castigo mesmo é privá-los dessas duas coisas.
Sim, essas pessoas não são mais humanas. Em algum momento de suas trajetórias elas perderam a alma. São uma estranha mutação, uma degenerescência. Ou quem sabe sejam até mais evoluídos do que nós. Sério. Se considerarmos que eles estão muito mais aptos a sobreviver em ambientes inóspitos do que a gente, e que eles povoam o mundo com muito mais liberalidade... Se considerarmos esses dois fatores, eles são mais evoluídos sim.
O que as autoridades fazem quando uma onça foge do zoológico? Matam? Não. Simplesmente miram e dão um tiro certeiro com um poderoso calmante. Pronto, acabou a valentia! Absolutamente eficaz. Agora eu pergunto: o quê impede as autoridades de fazerem o mesmo com os bandidos revoltadinhos? É só criar armas que metralhem milhares de bolinhas de sonífero. Nem o pior atirador do mundo erraria uma rajada de calmantes na distância de 4 metros em alvos enjaulados. É só disparar e esperar os valentões caírem um por um como moscas. Aí pode entrar, desarmar, recolher e isolar. Acabou-se a revolta.
POR QUÊ, AO INVÉS DE FICAREM ATÔNITOS TENTANDO NEGOCIAR COM BANDIDOS, ESSES BABACAS NÃO FAZEM ISSO? Seria a glória para os Direitos Humanos! Ninguém mataria, ninguém morreria.
Outra solução seria liberar gás sonífero pela tubulação anti-incêndio. Ou os policiais entrariam com trajes próprios direcionariam mangueiras (ou algo que o valha) contra a bandidagem com nuvens e nuvens de gás. O trabalho seria só de desarmar e recolher "as vítimas da sociedade" para um sono calmante e prolongado.
Não consigo ver contraindicação. Concordam?
13 de mai. de 2016
O nosso Al Capone
O NOSSO AL CAPONE:
Lembram do famoso mafioso Al Capone? Ele cometeu muitos e muitos crimes. Era algo sabido e notório, o que o tornava um homem poderoso e temido . Seus crimes, entanto , eram de difícil comprovação.
Bem, Al Capone tinha que ser detido de qualquer forma. A mafia estava contaminando tudo, estava matando muita gente e desafiando as leis. Cada dia Al Capone se tornava mais violento, temido e poderoso. O único jeito encontrado para dete-lo foi processa-lo por sonegação de imposto.
De fato "sonegacao" parecia ser um crime de pequena gravidade se comparado aos demais. Mas foi esse crime que o tirou de circulação.
Exatamente assim ocorreu com a Dilma. Estava destruindo a economia nacional inclusive através de doações ("empréstimos amigaveis") a outros países. Sustentava a milícia armada terrorista chamada MST , "importou" falsos médicos para exercer ilegalmente a medicina no país ... Utilizou ilegalmente dinheiro do fundo de pensao dos correios, prejudicando terrivelmente centenas de funcionarios.... etc. Mas até tudo isso ser completamente esclarecido ela já teria terminado o mandato e arrasado mais ainda nossa economia. O jeito de parar sua assombrosa incompetência foi acusando-a de cometidento de crime de responsabilidade.
Ela de fato o cometeu mas para muitos tal crime é brando demais e deveria ser deixado de lado. Só que foi justamente esse ilícito que nos garantiu seu afastamento. Foi o mais documentado e rápido de provar.
A Dilma é o nosso Al Capone, preso pela "besteirinha " de sonegar imposto.
7 de nov. de 2015
Todos nós FOMO
Tudo agora tem nome. Tem nome para pessoas que não ligam pra nada, para pessoas que ligam pra tudo, pra quem tem medo da morte, para quem não gosta de açúcar, para quem adora pentear os cabelos, para quem não escova os dentes... Pegam qualquer coisa comum, colocam numa sacola e rotulam. Isso é uma droga. Toda mania é neurose, todo medo é fobia, toda fixação é maluquice. Nada pior do que isso para fazer a gente se sentir comum, previsível e reles. Ninguém mais tem o direito de se sentir especial, diferente, único.
Estou me lembrando daquele personagenzinho do filme Toy Story, o buzz lightyear. Ele era um brinquedo mas não sabia disso. Jurava que era de verdade. Ele se levava muito a sério e sofreu um choque terrível quando viu, numa prateleira de shopping, centenas e centenas de caixas com outros bonecos iguaizinhos a ele. Que dor! Que desapontamento! Que crise de identidade! Me sinto assim às vezes, quando insistem em me classificar.
A última "doença" agora tem nome estranho e sintoma comum: é a FOMO. Não sabe o que é? Pois vou te explicar pela boca da revista Época:
"Você está sentado em casa em uma sexta-feira à noite. Decidiu não sair. Vai ver um filme, ler um livro - talvez não fazer nada. E então você fica ansioso: e se algum amigo estiver fazendo alguma coisa muito legal? Outro cenário: você está em uma festa e mesmo assim a ansiedade chega: e se estiver rolando uma festa melhor? Ou você nem estava pensando em nada, mas vê no Twitter que vários conhecidos estão no mesmo lugar e, mais uma vez, a ansiedade vem. A angústia de que há sempre algo mais interessante para se fazer já ganhou um nome: fomo, sigla em inglês para fear of missing out, ou medo de perder alguma coisa."
Grandes coisas. Descobri que todos nós somos FOMO. Eu fomo, tu fomas, ele foma. Nós fomamos.
Deve haver uma classificação para essa gente que tem mania de classificar todo mundo. Isso sim é que deve ser uma nova doença da nossa época.
28 de set. de 2015
Você não pode ser mais feliz do que a sua esposa (!)
Chamou minha atenção este artigo da Superinteressante - "Se o marido for mais feliz do que a esposa, é divórcio quase certo" . Que estranha afirmativa!"Pesquisadores alemães chegaram à seguinte conclusão: se o homem da casa for o mais feliz da relação, é mais provável que o casamento termine em divórcio do que se a felizona do casal for a mulher..."
Homem quando está infeliz vai catar o que fazer: jogar futebol, arrumar outra mulher, atolar-se no trabalho ou inventar atividades (ou desculpas) que o mantenham longe da sua esposa. Já a mulher, ao invés de se distrair para fugir do problema faz exatamente o contrário: remói o problema dia e noite. Fala, reclama, desabafa com todo mundo, chora... não pensa em outra coisa. E quando dá de cara com o marido aparentemente lépido e faceiro, vem o ódio. Daí para a ruptura é só um pulo.
Você pode até discordar, mas tenho certeza que depois de ler o artigo você não vai resistir e vai prestar mais atenção à sua relação... e à dos outros!
13 de mar. de 2015
Liberdade - terceiro estágio
5 de mar. de 2015
Um sonho aproximado
Embora o espírito de justiça carniceira exista e a inveja impere, é necessário entendermos que esses ricos são a encarnação do nosso sonho dourado. E a encarnação de qualquer sonho traz o sonho mais pra perto. Pelo menos teoricamente.
Em contraponto aos abutres existe também outra maneira de encarar os bem sucedidos. Para mim "o mundo de Caras" tem um grande valor simbólico e só por isso ele subsiste. Ele nos passa a mensagem fundamental de que tudo aquilo que sonhamos, de fato existe. Há pessoas reais vivendo em um "mundo perfeito". E há também pessoas reais que viviam no nosso mundo imperfeito e conseguiram passar para o lado de lá.
Claro que a vida dos ricos não é perfeita mas pelo menos do ângulo que olhamos ela se parece com um sonho. Ninguém quer um mundo onde não exista a chance, ainda que remota, de passarmos para o lado de lá. Poucos conseguem, mas a simples possibilidade teórica já acalenta e joga uma cor à vida. Sei que é politicamente incorreto dizer coisas assim. O certo é odiar os ricos, torcer pelo seu infortúnio e roubar para tentar ser como eles. Mas dá licença, tá? Eu não consigo!
Sonhar faz bem. Sem isso a vida é nada.
Gosto de saber que essas pessoas existem. Desculpa aí! Elas representam um conto de fadas trazido para a vida real. Porque fadas e duendes não existem, mas ricos existem! Por isso que a família real inglesa está lá, firme e forte. Eles são relíquias, são quadros viventes a serem visitados para encherem nossos olhos de beleza. Acho que a gente precisa desse sonho aproximado. Sapos virando príncipes eram distantes demais!
É justamente esse último alento que o comunismo rouba das pessoas. Ele o desintegra por completo e transforma em pó qualquer fantasia que acalentemos de um futuro mais dourado. Ele é cruel também por isso.
9 de jul. de 2014
Linchar ou não linchar - eis a questão
A questão que tenho em mente hoje não é se o bandido merece ou não merece levar uma surra amarrado no poste. Quer saber? Até acho que merece. O problema é: e quem vai surrá-lo, será que "merece" se transformar naquilo em que VAI se transformar?
Acho que é impossível surrar ou torturar alguém sem se modificar por dentro,sem se tornar um ser humano um pouco pior a cada dia. Não dá pra fazer o mal sem tornar-se vil, sem se manchar e ir tomando a forma de monstro. É isso o que me inquieta.
Minha preocupação aqui não é com o bandido em si, mas com todas as outras pessoas, que não deveriam se deixar arrastar pela mesma maré de sujeira.
Quando vejo fotos e filmagens de linchamentos sempre penso: estamos afundando. A questão não é se "ele" merece mas se vale a pena que aleijemos nosso emocional. Ser vítima de bandido já é suficientemente ruim, mas baixar e baixar e ir descendo cada vez mais ao nível irracional ... aí é mesmo uma lástima!
Não nos iludamos: linchar modifica a pessoa. Embrutece, entorta. Tira a sensibilidade. Mata alguma coisa bonita que todos temos lá dentro desde que nascemos. É como envenenar-se.
A resposta justa à agressão é a agressão. Toma-lá-dá-cá. É como vejo. Só que a justiça pode ser pesada demais para nós. Porque quem já se embruteceu a ponto de conseguir desfigurar um ladrão é porque está perdendo ou já perdeu uma das características humanas mais marcante.
Urso não tem pena de ninguém nem sente a dor de ninguém. Onça não se põe no lugar da vítima. Cobras e rinocerontes não sabem o que é compaixão. E são essas coisas que nos diferenciam deles! Se formos despidos assim de uma fatia tão importante da nossa humanidade, em que nos transformaremos?! Porque depois de um linchamento ninguém volta pra casa do mesmo jeito nem do mesmo tamanho nem com o mesmo coração. Não nos iludamos.
Repito: o agressor pode até merecer a surra. Merece sim. Mas ela pode sair caro demais para nós. Sai muito caro deixar-se afundar na mesma lama. Isso traz consequências.
É essa a minha questão filosófica de hoje. Isso me inquieta deveras.
Existe um jeito de sermos justos sem nos mancharmos?
15 de mar. de 2014
Entre chips e bactérias

Webdesigers usam equipamentos para o rastreamento do olhar dos internautas para entender como os visitantes interagem com seus sites... os resultados geralmente são confidenciais... Acredite: o vídeo aponta o direcionamento dos olhos em tempo real, mostrando que os humanos são capazes de rastrear informações em alta velocidade - talvez maior do que eles próprios imaginem."
9 de jan. de 2014
Filhos da mãe!
Lembram da maldita musiquinha do "Pônei Maldito"? Pois existem bichos muito mais malditos do que eles.
Lembro de tempos idos... Quando eu era criança ouvia a professora ensinar, com ar de glória, que a dengue era uma doença vencida. A ciência pisou, sapateou e cima e erradicou. Eu ouvia e achava estranhíssima a palavra "dengue". Que nome esquisito para uma doença! Mas o importante era podermos dizer que vencemos aquela coisa esquisita. Poder olhar para nossos antepassados de cima para baixo e constatar que perto de nós eles não passavam de grosseirões, incultos, rudes, atrasados, vítimas de doenças de nomes ridículos. Maravilha poder viver numa época tão "adiantada"!
"O Brasil já esteve livre desse vetor durante anos. Se medidas tivessem sido tomadas no momento da sua reintrodução no país, em 1976, possivelmente não estaríamos hoje diante de epidemias de tamanha gravidade. "
Pois é. Décadas se passaram e qual não foi minha decepção ao descobrir a professora estava enganada! Que mico ensinar que a dengue era uma doença fuleira do Brasil imperial mas agora as novas gerações já podem morrer de coisa mais chique!
Confesso: aquele sentimento de "Brasil varonil" esvaziou-se um bocado.
O que me pergunto é: de onde sairam os dois mosquitinhos libidinosos? Onde estava escondido o casal maldito que continuou procriando? Que maloca foi essa onde o Baygon nao chegou? Enganaram todo mundo. Ressuscitaram a dengue como quem ressuscita dinossauros a partir de míseras células. "Noé" deveria ser o nome do mosquito sobrevivente.
23 de jul. de 2013
Pra quê serve um vândalo? *
1- Eles servem para incomodar também o Governo. Eles, os neandertais da bandidagem, em sua forma primitiva de fazer o mal, sempre foram o nosso calo. Nosso, só nosso. A nobreza geralmente escapa porque vive segura, armada e não anda de ônibus. Antes só destruíam os nossos bens particulares. Se continuassem assim jamais preocupariam o poder. Agora preocupam porque passaram a destruir o patrimônio público e isso traz em si uma ameaça sutil: eles podem "se empolgar", já que não são detidos com rigor, e aí avançar até chegarem nos intocáveis.
2- Servem para mostrar o verdadeiro Brasil. É, o verdadeiro Brasil é bem menos bonito do que nas fotos. Aquela massa morena e simpática, amistosa e de bunda grande, não existe. O Brasil mudou de cara faz tempo, meu amigo. Nós hoje somos essa coisa feia aí, que você vê nos noticiários. O crime ganhou força, e ramificou. Estamos em metástase. Em outras palavras: uma multidão ordeira NÃO EXPRESSA o que somos hoje. Usando os termos da moda: uma multidão ordeira não nos representa. Passeata sem vândalos é o mesmo que capital brasileira sem morador de rua nem trombadinha: faz parte. É muito artificial recolher e amontoar os mendigos longe dos pontos turísticos, não é? Pois então isso se aplica também a esse caso. Não somos um país pacífico mas perigoso, ameaçador, cheio de gente ignorante e violenta. Você pode esconder um câncer por muito tempo mas não para sempre.
3- Eles servem para mostrar ao mundo o inferno onde vivemos. Esses caras que queimam carros e quebram vidraças estão nos atazanando há décadas. Não surgiram ontem, do nada. A única diferença é que agora estão atuando em horário nobre. Se não podemos ir ao trabalho em paz, ir à faculdade em paz, à praça, ao supermercado, à casa do vizinho em paz, por que diabos você acha que iríamos conseguir fazer passeata em paz?
4- Servem para pararmos com nossas pieguices idiotas e passarmos a pensar seriamente em como vamos tratar esse tipo de gente. Porque se não fizermos nada eles vão se multiplicar mais rápido ainda. Temos coragem de mudar? Ou vamos continuar apostando nas teoriazinhas psico-jurídicas que nos colocaram nesse caos?
Só os cidadãos de bem sabem o que é respeito. Bandido só conhece a linguagem do medo.
5- Servem para pararmos com a babaquice de querer entender completamente a mente dos criminosos. Temos que nos dedicar primeiramente em tentar entender as necessidades das pessoas de bem e nos empenharmos em atendê-las. Não adianta os babacas "empaletozados" fazerem seminários sobre violência se os bandidos não são razoáveis! O cara entrega a carteira mas o assaltante dá-lhe três tiros só pra não perder a viagem. E aí, vai tentar teorizar? Eles derrubam monumentos sem esperar lucrar nada com isso, só pela adrenalina. Queimam carros de quem não lhes fez mal algum! Não tem lógica, são como animais irracionais! Desistam dessa arrogância intelectual e metam a mão na massa!.
6- Servem para nós mesmos, gentinha comum que não governa nem a própria vida, para acordarmos também e pararmos com essa palhaçada de acolher passivamente teorias disseminadas por alguns legisladores que foram colocados lá pelo crime organizado, gente. Que tal deixarmos de ser burros?
Sim, eles são uma espécie de esterco. Enquanto não conseguimos nos livrar deles, vamos pelo menos considerar que alguma coisa aproveitável pode advir de tanta barbaridade.
Teoria em gestação. Aceito discordâncias.
9 de mai. de 2013
É triste ser bonita...
Você reparou nesse link aí em cima? Pois é onde está dito que foi "provado" que arrumar emprego é mais difícil para as mulheres bonitas. Ei, peraí! Esse pessoal tá doido?
Eles dizem que em vários locais o Serviço de Pessoal é minado de mulheres solteiras nem sempre bonitas. Na hora da entrevista... imaginem o que acontece com uma pobre linda que apareça para ser avaliada. Ah, a famosa maldade feminina! A porfia! A inveja! O medo de ser relegada! O engraçado é que homem bonito - dizem - não tem o mesmo problema.
Claro que se o emprego oferecido for para modelos ou apresentadoras de telejornal, as bonitas vencem, mas de um modo geral não é assim. Quer ver? Encare esse teste (somente para mulheres):
Você tem um homem com o qual divide o teto. Não quer se acabar em serviços domésticos, então resolve contratar uma ajudante. Alguém lhe indica duas candidatas. Você escolhe qual vai contratar:









