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15 de jan. de 2009

Leveza irresistível



Pois gostei muito dessa foto e adorei essas moças. Elas são lindas, tão bem humoradas nesse uniforme de amigas! Representam um monte de coisas boas e por isso resolvi colocá-las aqui.

Talvez a foto nem seja antiga mas acho que é porque mostra duas moças rechonchudas e sensuais, bem feitas de corpo, atraentes e donas de coxas indiscutivelmente aconchegantes. Não tenho visto coisas assim recentemente.

Elas estão irresistíveis em sua descontração. Toda a imagem fala de leveza; leveza das aves voando, do mar sem ondas, da claridade que não queima, do abraço que só abraça sem percisar de apoio, de olhar além sem procurar uma nuvem traiçoeira. Leveza ainda maior ao ignorar a câmera e deixarem-se observar por nós, talvez tão presos, esquálidos e sem coragem. Pois elas estão de pé no barquinho de papel navegando lindamente e sem receio.

É mesmo a foto mais leve que eu já vi.

14 de jan. de 2009

Minutos de sabedoria - Encarando seus sonhos em 2009



Ainda em tempo: 12 conselhos sobre seus sonhos para 2009.
(Hoje estou naqueles dias... Mas sou sua amiga.)

1- Nunca desista dos seus sonhos. Mas cá pra nós: você já analisou esse projeto?
2- Claro que estou torcendo por você! Desde que não esteja sonhando merda.
3- Se forem muito imbecis (e as vezes eles são) DESISTA disso enquanto é tempo. Deus pode se aborrecer com você e realizar seus sonhos.
4 - Não desistir nunca de um sonho idiota não é bonito: é patético.
5- Quem manda você insistir para sempre e não desistir nunca, não é seu amigo; é alguém querendo ver você "sifu".
6- Se não deu certo até agora, porque daria daqui pra frente?
7 - Se preferir, siga adiante. Mas faça o favor de quebrar a cara sozinho.
8- Mas que raio de sonho é esse que não te deixa em paz? Isso está mais para pesadelo!
9- Isso não é sonho: é encosto!
10- Você não precisa realizar seu sonho; você precisa é de uma seção de descarrego.
11- Tudo bem: sonhe e já que somos amigos posso te ouvir, mas não me peça opinião.
12- Ah: se der sorte e conseguir realizar seu sonho, compre uma grade de cerveja e me chame.

10 de jan. de 2009

Coisas de guerra


Esses dias re-recebi um e-mail com uma daquelas mensagens glorificando o Brasil. Nada contra. Precisamos mesmo de umas bombadas em nossa auto estima.


Entre as maravilhas de nosso país uma cutucou mais minha atenção. Era a que dizia que em uma pesquisa realizada entre cinquenta cidades de diversos países, o Rio de Janeiro despontava como a mais solidária. Não duvido nem me assusto. Só fiquei triste.


Não estou louca não. Caso você não lembre, as piores catástrofes é que despertam o que o ser humano pode ter de melhor. Quando vai tudo bem costumamos admirar nosso próprio umbigo. Enternecemo-nos pelo nosso próximo quando o barranco desliza ou algo assim. Doamo-nos, arriscamo-nos, podemos fazer loucuras até, mas em situações extremas, duras, comoventes e próximas a nós.


Um exemplo clássico são as guerras. Entre soldados nascem os verdadeiros irmãos. Pessoas que enfrentaram juntas a morte irmanam-se para o resto da vida numa aliança oponível a tudo e a todos. Poucos entendem sua extensão e profundidade. Já ouvi diversas histórias assim, de batalhões onde existiam os verdadeiros irmãos de sangue, ao pé da letra.


Desabamentos, vulcões, guerras civis, companheiros de claustro... Pode perguntar e verá a confirmação: você descobre víboras, é verdade, mas também vê nascer dentro de si e dos outros sentimentos de altruísmo impensáveis e inalcançáveis em outras situações.




Resumo da ópera: eu poderia ficar só com o lado lindo da coisa mas não posso deixar de constatar que


VIVEMOS UMA CATÁSTROFE, ISSO SIM.


Essa é a origem da essa notória solidariedade carioca.
O bicho tá pegando.
Desculpa se estraguei alguma coisa.

7 de jan. de 2009

Cremação? Soy contra!

Talvez não exista ocasião boa para se falar em morte mas vez por outra o assunto me aparece e não me resta outro remédio a não ser escrever a respeito. Melhor escrever do que falar disso em uma festa de aniversário - principalmente se for no aniversário daquela tia de 79 anos que anda sempre adoentada...

Dessa feita o aspecto do assunto macabro é o seguinte: sou terminantemente contra esse lance irreverente de transformar funeral em churrasco.
Refiro-me a idéia estapafúrdia - isso mesmo! - de cremar o "de cujus". Quem teve essa idéia? Nero?

Além do mau gosto em si (imaginar um ente querido ardendo em chamas) isso deveria ser contra a lei. Por quê? Ora, porque essa estranha prática trabalha contra o Direito.

Vejam bem: o corpo humano é um arquivo vivo, mesmo quando o sujeito morre. Não sei se seria o caso de passar a chamá-lo de "arquivo morto-vivo" ... mas é por aí.
Bactérias, vermes, gases e toda a sorte de seres microscópicos estão mais vivos do que nunca naquele quarteirão prontinhos para dar com a língua nos dentes e contar tudo o que realmente aconteceu: se a morte "acidental" foi provocada, se a cirurgia precisava ser feita, se a apendicite não passava de gases, se houve barbeiragem, se a mulher estava gravida, se (pior!) engravidou na UTI, se o bebê teria sobrevivido, se chegou no hospital com dois rins e dois pulmões e foi enterrada só com um exemplar de cada, etc. Cremando, todas essas informações relevantes desaparecem para a alegria de alguém. E provavelmente esse alguém deverá estar ganhando uma grana com a queima de arquivo.
Isso mesmo: cremar um corpo é queima de arquivo. Sou contra!

Mesmo quando as trocas de gases e de vida microscópica terminam e as minhoquinhas cansam de confraternizar, ainda assim o corpo é uma espécie de biblioteca onde uma história interessante pode ser desenterrada a qualquer tempo. Pensam que não assisto documentários?

Acabei de ver no jornal da TV o caso do pai cujo filho desapareceu por uns dias. Seu corpo reapareceu atropelado, morto, parcialmente desfigurado mas foi reconhecido pelos familiares, incluindo seu pai. Choraram, fizeram o sepultamento, aquela tristeza. E não é que o sujeito reapareceu vivinho da silva dias depois? Sofria de problemas mentais. O que fora sepultado era um bandido procurado pela justiça.

Agora a pergunta: e se o corpo tivesse sido cremado? O rapaz, com problemas mentais, poderia nunca mais acertar o rumo de sua casa; não seria procurado nem reintegrado à família, viveria errante como mendigo. Alguém que dissesse te-lo visto anos depois seria tido como louco pois todos "sabiam" que ele estava morto. Para tirar de vez a dúvida, só desenterrando - mas como, se ele tivesse sido cremado?

Outra situação: quanto um bandido não pagaria para se fazer confundir com um defunto cremado? Sendo impossível desfazer o equívoco ele teria a garantia de uma vida nova para cometer novos crimes sem ser incomodado pelo peso da lei.
Já ouvi vários casos de pessoas que são paulatinamente envenenadas e tem a causa mortis atribuida erroneamente a determinada doença. Dizem ter sido esse o caso de Napoleão! Aquela dorzinha do estômago não era gastrite coisa nenhuma, mas envenenamento contínuo. Se fosse hoje, uma vez contestado o laudo médico, seria possível constatar se houve homicídio.

Já ouvi falar também de exames de paternidade feitos meses depois de o defunto ter sido entregue à terra (Gostei. Fica mais chique falar assim). Impossível fazer exame de paternidade em cinzas. Menos ainda se forem jogadas "romanticamente" ao mar.

É como eu já disse: tem gente que dá entrada em hospital e roubam-lhe o fígado, o rim, trocam os pulmões de lugar... é uma zorra! A família desconfia. Se cremarem, como desmascarar o médico açougueiro? Tá cheio de Frankenstain por aí defendendo a prática da cremação. Cuidado!

Acho que esse negócio de cremar foi inventado pela indústria dos órgãos - e não me refiro a instrumentos musicais! Pintam o sete, deixam o paciente oco e depois transformam ele em farofa. Legal, né? Comigo não! Vou gritar da sepultura e contar tudinho o que tiverem feito comigo. Vou processar todo mundo! Vou ser a defunta mais escrota que vocês já viram. Tá pensando o quê?

E tem também a outra questão. Tem o lado espiritual da coisa. Caraca, a gente passa a vida ouvindo falar em Céu e Inferno. O Céu é um lugar fresquinho e florido; o Inferno é o fogo eterno. Não deixa de ser emocionalmente desconfortável imaginar que meu corpitcho malhado vai arder em chamas. 

Não! Não me queimem! 

Quero uma sepultura de terra fofinha com árvores ao redor. Só mais uma coisa: é meio caro mas se o dinheiro der providenciem aquelas estátuas de mármore de menininha chorando ou coisa assim.
Tá bom, já sei que o dinheiro não dá. Um vaso de flores de plástico aplacará meu espírito. Minhoquinhas simpáticas poderão fazer o seu trabalho calmamente como manda a natureza. Doarei meu silicone aos pobres e enquanto caveira cooperarei como puder com a polícia, caso seja necessário.

Se você ainda não se convenceu vou te dar mais uma razão para concordar comigo: fique você sabendo que existem SIM fraudes muito cara de pau nesse lance de cremar corpos. Não fique pensando que em três horas de forninho alguém vira cinzas. Nem a sua cozinheira consegue destruir um frango tão rapidamente. Onde eu quero chegar: o processo demora pra caramba e custa uma grana em energia elétrica. E você não fica ali vendo "a coisa" acontecer.  Já soube de casos de enganação horrorosa, onde certas empresas funerárias sem escrúpulos cremam "meio que pela metade" juntam mais de um falecido pra economizar energia, misturam tudo, colocam qualquer cinza numa caixina e dá para os manés chorarem. Quem é que vai saber? Cinza é tudo igual! Preto, branco, olho azul, olho puxado, com dentes, sem dentes... Virou cinza, igualou.

Pois é, bobão! Vai reclamar pra quem? Vai conferir como? Você acha que vão gastar uma fortuna em energia elétrica só porque você acha bonitinho jogar pozinho no mar? Se toca! Num país como o nosso, onde falsificam e dão remédios de farinha de trigo pra quem tá morrendo, você acha que estão preocupados com as cinzas do seu avô? E com as suas? Acorda!




Controle Absoluto - filme

Leia o comentário

6 de jan. de 2009

Ela está certa! Certíssima!


Temos que acabar com essa onda de ficar esquentando a cabeça com o que os outros vão ver. Não somos perfeitos. Esse mundo não é uma passarela. Pode até parecer mas não é e se for, está na hora de esculhambá-la. A amiga Britney está dando sua parcela de contribuiçao para o movimento "Não-tô-nem aí". Concordo com ela. É crime estar cheia de celulite e ter a bunda chocha? Não! Grandes coisas! Você se garante de fio dental? Não! Então contenha seu risinho cínico e respeite aqueles que se amam do jeito que são. Vou apoiá-la assim que perder uns quilos e sentir que a musculação está fazendo efeito (hehehe)

4 de jan. de 2009

Operação resgate

Vejam as cenas tocantes da tentativa de resgate de Lucrécia, uma gata na flor da idade. Tá certo que ela não é nenhuma santa. Altamente baladeira, Lucrécia é a alegria do bairro, tendo sido pivô de disputas sangrentas entre pretendentes por uma noite de amor em sua companhia. Além de arrepiar na noite, não é lá muito responsável: já teve uns filhos que andam espalhados pelo mundo, provavelmente fazendo o mesmo que ela. tudo bem, não é um exemplo de mãe... mas não merece morrer por isso.

É amigos... Nem todos iniciaram 2009 com o "pé" direito. (
Veja as fotos)

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3 de jan. de 2009

Implicando com Paulo Coelho III

Gostei do conselho de Paulo Coelho para chegarmos à superação de velhos hábitos: é só tentarmos variar a forma de praticá-los e a gente acaba enjoando deles.

Se você tem o mau hábito de fumar, fume um dia maconha, outro dia cigarro, outro dia cachimbo, depois fumo de corda... Vai dar tanto trabalho conseguir variar que você descobrirá que não vale a pena o esforço. Em pouco tempo seu pulmão estará limpinho como o de um recém-nascido.
Se você tem o mau hábito de trair, capriche também: traia cada dia com uma pessoa diferente, de raças diferentes, sexos diferentes...
Se tem o mau hábito de xingar seus familiares, esforce-se em ser criativo. Use o dicionário, esgote seu vocabulário de xingamentos e palavrões. Se não ganhar antes disso um olho roxo, conseguirá se transformar em uma pessoa doce e cândida.
Gostei. O cara é gênio.

2 de jan. de 2009

Frase

A capacidade de uma pessoa tolerar tudo certamente a levará à ruína. Sua incapacidade também.

1 de jan. de 2009

Implicando com Paulo Coelho II - A história da tanga


Queridíssimos, nesse episódio postado por PC em 25 de outubro um discípulo (sempre tem essas viadagens de gurus e discípulos, já notaram?) um cara consegue ficar rico tão-somente tentando conservar seu único bem: uma tanga provavelmente tipo essa aí da foto. Tesaõ!

O rato roía a tanga. O gato comia o rato. O gato precisava se alimentar. O carinha resolveu trabalhar para alimentar o gato e por aí vai a sequência da sorte.

Quer ficar rico? Acho que você pode pular a constrangedora etapa da tanga. Minha sugestão: comece pelo rato e vá em frente sem perder de vista que nesta historinha o tio Paulo teve o cuidado de deixar claro que o rapaz levou anos para "enricar". Mas vamos lá, você pode ter mais sorte! Investindo nessa sua faculdadezinha de m... não vai ser da noite pro dia que você vai tirar o pé do barro.

Vá em frente! Estou torcendo por você.

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