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24 de fev. de 2013

Eu acho que a Terra é quadrada *

Pois eu acho que a Terra é quadrada.

Tá bom, disse isso só para capturar sua atenção para duas coisas: a beleza da liberdade e o perigo de estabelecer verdades à força, como na Idade Média.

Esses dias postei um texto no Facebook que discordava da seguinte afirmativa:  "Retomar a discussão sobre a homossexualidade ser ou não uma doença é um absurdo do mesmo tipo que seria retomar a discussão sobre se o sol gira em torno da terra." (Jean Wyllys - Deputado Federal).

Absurdo mesmo é existir algum assunto, qualquer assunto, para o qual seja proibido retornar.

É aqui no blog que minhas ideias podem ser "esticadas" e melhor trabalhadas. Contra o pensamento acima, argumentei o seguinte:

1- Absurdo não é retornar a uma discussão antiga. Absurdo é proibi-la, como na Idade Média. Absurdo é punir quem pensa diferente, ameaçar quem desafia o pensamento oficial. Estabelecer uma verdade de Estado, principalmente em assuntos científicos, é muito mais perigoso e retrógrado do que remoer assuntos velhos.

2- É CRETINO alguém supor que sabe tudo sobre a questão do homossexualismo. Ninguém sabe tudo sobre a alma humana.

3- Quem proíbe os psicólogos de se guiarem por determinada linha de pensamento está dizendo que conhece a alma humana profundamente, mais do que eles, mais do que todos, e que a discussão está encerrada. Tem cabimento?

Dê uma espiada:



    • Cristina Faraon A poder público tem a OBRIGAÇÃO de garantir liberdade até aos que insistem em discutir se a Terra é redonda ou se gira mesmo em torno do sol.
      há ± 1 hora ·  · 1

    • Paulo Natalino Dian Muito bom Cristina. Muito bom. Estou contigo.
      há ± 1 hora · 

    • Fabio Rodrigues kkkkkk
      há ± 1 hora · 

    • Lene Rego Sobre homossexualismo fico com o que Jesus diz na sua palavra,agora claro que a discussão é importante e salutar
      há ± 1 hora ·  · 1

    • Fabio Rodrigues O problema do pensamento medieval é exatamente esse senso-moral preconceituoso e emburrecedor, q insiste em considerar uma verdade superada, tipo se o sol gira em torno da terra e se o homossexualidade é uma doença!
      há ± 1 hora · 

    • Cristina Faraon TODA discussão é importante. Ninguem, muito menos o poder publico, tem o direito de tentar calar ninguem.
      há ± 1 hora · 

    • Fabio Rodrigues O pior é q isso tudo é feito em nome de Deus!
      há ± 1 hora · 

    • Cristina Faraon Fábio, é anti-científico considerar uma verdade completamente superada. A ciência anda de mãos dadas com a dúvida, não com a certeza.
      há ± 1 hora · 

    • Cristina Faraon O direito que defendo é o direito de crer como quero e dizer isso como prefiro. Existem milhões de psicologos e várias linhas na psicologia. A acupuntura era considerada ridicula e anti-medicina até um tempo atrás.
      há ± 1 hora · 

    • Cristina Faraon Uns perseguem em nome de Deus, outros perseguem em nome da ciência. Quem é pior, Fábio?
      há ± 1 hora · 

    • Lene Rego Por favor Cristina Faraon não me fale em Acupuntura, tenho pavor das agulinhas, kkkk
      há ± 1 hora ·  · 1

    • Cristina Faraon Assim como não se deve marginalizar homossexuais, também não se deve marginalizar quem tem uma ideia divergente sobre o homossexualismo. Todos devem ser respeitados.
      há ± 1 hora · 

    • Fabio Rodrigues Cristina, a ciência anda de mãos dadas com a observação, não com dúvida. Por isso ela não considera uma verdade completamente superada. A ciência está sempre observando, no caso da homossexualidade já se constatou através da observação q ela não é uma doença!
      há ± 1 hora · 

    • Cristina Faraon Não se diz que é doença, mas que pode ser uma conduta APRENDIDA. Não há absurdo algum em se considerar essa hipotese. Absurdo é nem querer considerar a hipotese porque é politicamente incorreta.
      há ± 1 hora ·  · 1

    • Fabio Rodrigues O Ministério Público como orgão Federal deve buscar políticas q garantatam a inclusão social e não a legitimação do preconceito
      há ± 1 hora · 

    • Cristina Faraon Defender uma tese não é legitimar preconceito.
      há ± 1 hora · 

    • Cristina Faraon Proibir uma tese não é incluir.
      há ± 1 hora · 

    • Cristina Faraon Proibir uma tese é SUBSTITUIR UM OPRIMIDO POR OUTRO OPRIMIDO.
      há ± 1 hora · 

    • Cristina Faraon antes o demonio era o homossexual; agora o demonio é quem diz que homossexualismo é uma conduta adquirida que vira vicio.
      há ± 1 hora · 

    • Cristina Faraon Dizer que cigarro vicia não transforma nenhum fumante em ser oprimido.
      há ± 1 hora · 

    • Cristina Faraon O homossexual é livre. E quem acha que homossexualismo é vício TAMBÉM É LIVRE, inclusive se for psicologo. Defendo a liberdade de TODOS, não so dos homossexuais
      há ± 1 hora · 

    • Fabio Rodrigues Caramba, daqui á pouco vamos chamar preconceito de tese ou ciência? rs
      há ± 1 hora · 

    • Cristina Faraon O pensamento dominante é ciencia.O pensamento divergente é preconceito. Nada mais medieval do que isso.
      há ± 1 hora · 

    • Cristina Faraon Uma tese equivocada é uma tese equivocada, NÃO UM CRIME. Se o poder publico fosse castigar todos os burros do Brasil...
      há ± 1 hora · 

    • Fabio Rodrigues Tá certo Cristina kkkkk
      há ± 1 hora ·  · 1

    • Fabio Rodrigues Em tempo, não tinha visto o seu comentário anterior sobre "conduta APRENDIDA"
      há ± 1 hora · 

    • Cristina Faraon Pois é, a gente tecla rápido demais... somos muito fera! rsrsrsrs
      há 59 minutos ·  · 1

    • Fabio Rodrigues Nesse ponto concordo com vc e com os cientistas sociais (Antropólogos). Tanto a homossexualidade, quanto a heterossexualidade são culturalmente aprendidadas
      há 58 minutos · 

    • Cristina Faraon Faz sentido. Mas pergunto: comer é uma conduta apendida?
      há 57 minutos · 

    • Cristina Faraon Gostar de carinho é aprendido? Ou é algo tão arraigado em nossa natureza que para desgostar de carinho precisamos passar por um trauma ou aprender que aquilo pode ser ruim???? Sacou onde quero chegar?
      há 55 minutos · 

    • Cristina Faraon Mas tudo bem, sua ultima frase nos coloca mais afinados em nossas ideias. rs
      há 55 minutos · 

    • Fabio Rodrigues Acho q uma discussão sobre a sexualidade como cultura aprendida é a mais honesta. Mas existem muitos interesses políticos-ideológicos e talvez até necessários no momento, quando se trata dos homossexuais...
      há 55 minutos ·  · 1

    • Cristina Faraon Certo.
      há 54 minutos · 

    • Fabio Rodrigues A fome é biológica o comer é cultural!
      há 54 minutos · 

    • Cristina Faraon Você tem toda razão!
      há 54 minutos · 

    • Fabio Rodrigues Entende a diferença?
      há 54 minutos · 

    • Cristina Faraon rsrsrs A preferência por determinada comida pode ser cultural, mas comer é absolutamente biologico. Ninguem morre de fome por nao ter aprendido a comer.
      há 53 minutos ·  · 1

    • Fabio Rodrigues A sexualidade é biológica a opção sexual é cultural.
      há 53 minutos · 

    • Cristina Faraon Concordo em parte. Não é absurdo o que você está dizendo, mas diverge do meu pensamento em uns detalhes. Mas aplaudo o quase-consenso ao qual chegamos. rsrs
      há 51 minutos ·  · 1

    • Fabio Rodrigues Olha, vale a pena pesquisar sobre o assunto. Eu já pensei muita coisa sobre isso e obviamente posso mudar o meu pensamento.
      há 48 minutos ·  · 1

    • Cristina Faraon Eu também!
      há 47 minutos · 

    • Fabio Rodrigues Penso q no biológico somos bi-sexuais, no cultural somos condicionados e vamos nos condicionando sexualmente...
      há 47 minutos · 

    • Fabio Rodrigues O futuro da humanidade é a bissexualidade! kkkk. Pronto! ESCANDALIZEI kkkkkkk
      há 46 minutos · 

    • Cristina Faraon Pelo andar da carruagem até acredito que o futuro da humanidade seja a bissexualidade. O futuro da humanidade é a exploração do mais fraco pelo mais forte. Nem por isso vou deixar de acreditar que poderia ser diferente e que esse não tinha quer ser o nosso unico caminho nem é uma determinação biologica.
      há 31 minutos ·  · 1

    • Cristina Faraon Desvios se impõe, ganham adeptos, se espalham e alcançam certos status. O mundo é assim.
      há 29 minutos ·  · 1

    • Fabio Rodrigues Verdade Cristina. O presente e o futuro da humanidade, não parece nada bom por uma série de questões bem mais complicadas do q o sexo rs. Vamos aproveitar esse tempo e buscar o "caminho sobremodo excelente" um grande bj!
      há 22 minutos ·  · 1



http://www.verdadegospel.com/mpf-entra-com-acao-que-permite-a-cura-de-gays-pr-joide-miranda-rasga-o-verbo/?area=3

20 de fev. de 2013

Homem chato

Faz uns meses que escrevi um texto sobre "Mulher Chata". Fiquei devendo uma postagem sobre "Homem Chato". Foi quando descobri que não sei bem como defini-lo.

Parece que os homens não tem características chatas genéricas. Homem só é chato dividido em categorias.  Passei a raciocinar então em termos de Marido Chato, porque homem solteiro é etéreo, fluido demais, então fica difícil analisar. Então marido chato é:


1- Aquele que implica com tudo o que a cozinheira faz e prega que só a mulherzinha dele sabe cozinhar.  Todos sabemos o que ele está querendo, não é?

2- Aquele que vive com sono.

3- O bebezão que requer atenção 24 horas por dia.

4- Na cama é "vem a nós" e nada de "vosso reino".

5- Só quer que a mulher use roupas de freira.

6- Não apóia nenhuma das iniciativas de vaidade da mulher (massagem, lipo, salão de beleza, botox, limpeza de pele...). Ele vive dizendo que ela não precisa, que tudo é caro e nada funciona.

7- Tem ciúme das amigas dela.

8- É um suplício tirá-lo de casa a noite.

9- É controlador.

10 - Nossa, como é chato um texto sobre homem chato!  Vou parar por aqui.

12 de fev. de 2013

Umas verdades


Você que discorda de mim...

Ainda assim estamos no mesmo planeta. Estamos no mesmo país, talvez na mesma cidade. Minhas razões são tão sensatas! As suas também. Meu raciocínio é tão claro! O seu também. Meus impulsos são tão espontâneos, minha visão nítida, meu fio de raciocínio segue reto - e com você idem! Somos brilhantes, tão brilhantes que acabamos separados. Não era para ser diferente? Por quê não nos coincidimos?

Precisamos acabar com essa mania de consenso, essa mania de discutir em busca da utopia da verdade final. Não existe isso. Por que teimamos?

Você está sozinho no planeta. Eu também. Estamos todos unidos em nossas solidões. Então porque a verdade nos separa? Logo ela, que deveria me jogar no seu colo!

Não tenho nada mais a te falar. Você me cansa! Queríamos que fôssemos amigos, que concordássemos e discordássemos das mesmas coisas. Não te cedo a minha verdade nem você me cede a sua, então está resolvido. Adeus a você, que continuará ao meu lado mas com o coração gradeado. Droga!

Todos nos agarramos às nossas verdades mesmo sabendo que não sabemos nada sobre isso. Mesmo assim seguramos esses farrapos ridículos. Tudo o que temos é a verdade - que por conseguinte não temos.  Tecemos essa coisa mórbida ao longo da vida, fio por fio, desmoronamento por desmoronamento. Tudo muito sofrido. Não dá pra abrir mão.

Precisamos também uns dos outros. E como precisamos! Estenderíamos nossos braços ao próximo num esforço supremo de afago. Bem que queríamos abraçar por abraçar, deixar-nos tocar, esbarrar, sentir a humanidade atrás dos olhos inquisitivos. Queríamos. Faríamos por onde...desde que não fosse contra as nossas verdades, contra aquilo que nos aquieta.

Você, que quer me ver despida de tudo, não tenho muito a dizer. Estendo as mãos a você, mas não toque em minhas verdades. Por elas morrerei como se morre por um filho.

Se não fosse tão patético eu pediria "por favor, concorde comigo! Não me force a virar as costas para você!"

"A quem não tem, até o pouco que pensa que tem lhe será tirado." Essa é a sentença que nos pesa.

8 de fev. de 2013

A verdade sobre as mudanças *


Falo de mudança descaradamente. Enalteço suas virtudes com minha boca mole. Bobagem. Não gosto de mudanças. Minto quando afirmo que gosto.

Já notou que existem grupos prefeitos de amigos? São grupos redondos e harmônicos. Novos amigos não fariam falta alguma; quanto aos antigos, são insubstituíveis e pronto.  Para meu desgosto já vi diluírem pela vida diversos grupos perfeitos que jamais serão recompostos. Fico realmente triste, mesmo havendo substituições.

Sim, gosto dos meus amigos do jeito que os deixei no passado, com o mesmo tom de voz, manias, cacoetes d'alma e chatices. Nas mudanças não os reconheço de todo. Sinto-me, então,  empobrecida. Por isso  não é muito recomendável procurar os amigos que saíram da sua vida. O reencontro é meio triste. Eles mudaram. Você também.  Apenas guarde o que você tem, deles, e siga em frente.

E os endereços?  Antigos endereços deveriam manter-se idênticos em honra à nossa infância. Não aprecio que lhes descaracterizem com novas cores ou arranjos desnecessários. Deveriam entender que nossas lembranças são sagradas.

Sinto-me tão avulsa quando não consigo conferir, no presente, todas as fichas do passado!  Reencontrar nosso cenário alterado, tempos depois, é desconcertante. Isso confunde nossa memória, mexe em coisas que não poderiam ser mexidas. Uma escada, um portão, uma calçada...nada disso deveria ser modificado, danificado por cores novas. Amo os móveis do passado como os deixei, com o mesmo rangido, com as mesmas manhas para abrir gavetas, com aquela mesma  naftalina gasta, tão querida, rolando lá no fundo. Quero que o pão doce de hoje seja fiel ao de quando eu era menina: massa branca, fofa, docinha, com creme amarelo bem melado e brilhoso por cima, embrulhado em papel, nunca em desumanos sacos plásticos.

O que nos chega do passado são fiapos disformes. Toda visita ao passado só tem uma serventia: acomodar-nos ao presente e convencer-nos de que não vale a pena investigar.

Os anos mais dourados da minha infância passei aí, nessa casa, no Rio de Janeiro. Viajei esses dias de férias e insisti em vê-la.  Talvez ... talvez algum um fantasma querido quisesse aparecer, me ver, chorar comigo. Talvez eu reencontrasse comigo mesma ainda menina, magra e taciturna. Talvez um objeto, uns amigos, talvez uma mísera visão, ilusão-consolo de quem sente saudades.

Fiquei muito emocionada. Bati várias fotos (que perdi, depois, no celular) e quase pedi para a dona da casa me deixar entrar pelo amor de Deus. Queria tanto, tanto entrar naquela casa! Queria muito, como quem tem sede e quer água. Queria entrar por aquelas portas, ver os tetos, pisar o chão, passar as mãos nas paredes, ver o banheiro, sentar em alguma cadeira e nos ver brincando no assoalho de madeira. Pelo menos a alma da nossa cachorra poderia aparecer, sorrir para mim e perguntar por quê não gosto mais de cães. Pelo menos ela, a "Me-Deixa", passaria rapidamente de um cômodo a outro, como é próprio dos fantasmas. Algo me diz que eu não sairia de lá vazia, que seria brindada com algum regalo secreto. Intuí isso mas não tive coragem de pedir para entrar. Se aquela mulher soubesse o quanto minha alma suplicava! Acho que foi minha última chance. Acho que o portal mágico se fechou. Acho que nunca mais volto lá e se voltar não haverá mais nada.

Mamãe entenderia esse texto.

As ruas próximas não evoluíram,  pelo contrário. Estava tudo velho e me alegrei com isso. Seria chocante ver tudo novo, pintado e alterado. Seria doloroso ter minha memória espanada dali. Quando tudo acabar, mas acabar mesmo, que desabemos todos juntos na mesma destruição. Que nossas alminhas se abracem nas mesmas ruínas, de uma vez só, e deixem o mundo. Nada de reformas.

Mas estava tudo lá, velhíssimo, como nos melhores filmes do gênero. Estava lá a casa dos meus padrinhos, a casa da Dirce, da Iria, da dona Maria com seu monte de filhos, o caminho do meu colégio interrompido pelo Sambódromo... mas estava lá. Estava lá o Larguinho (assim chamávamos a minúscula praça na frente de casa onde íamos brincar). Lá estava, principalmente, o querido portão de ferro - exatamente o mesmo portão!!!! - que rangia alegremente quando meu padrinho vinha do trabalho. Ele chegava da rua com uma dúzia de bananas embrulhada em jornal, subia os quatro degraus parecendo tão feliz por retornar!  e saudava quem estava em casa: "- Ô gente boa!"   

Eu o amava tanto! Mas não sei se ele sabia que eu o amava tanto. Talvez intuísse ou talvez não se importasse porque, afinal, ele amava tanto! E quem ama tanto está em estado de graça e acaba alimentando-se do próprio amor. Quem está assim acaba ficando distraído e nem percebe se é correspondido ou não.

Então olhei mais uma vez para a antológica janela onde sempre estava a minha madrinha, onde nos chamava para almoçar, onde nos orientava na hora de atravessar a rua, onde ela nos esperava cheia de vida e pequenas loucuras, onde víamos se a mamãe já estava voltando, toda bonita, do trabalho.  Lá estava a janela onde eu ficava com meus irmãos reparando os transeuntes ou espirrando água neles, por travessura. De lá deixávamos cair algum objeto na rua de propósito, então pedíamos muito educadamente para alguém que passava juntar para nós. Morríamos de rir com isso. Só quem vê graça em besteira é que é feliz.

... mas as portas da casa estavam fechadas para mim. O passado é assim mesmo, hermético.

Já morei em vários lugares mas esse tornou-se o endereço que mais amei na vida.

4 de fev. de 2013

Algo a ser gerenciado

Mulher, quem é você?

Isso é muito chato de dizer, mas lá vai: para os homens, a palavra "mulher" está indiscutivelmente classificada na categoria "diversão." Ao contrário da palavra "homem", que para eles está classificado na categoria  "relacionamento" (afeto, amizade, trabalho, companheirismo...).

Incrível, mas pode reparar: quando um homem fala em diversão, a primeira COISA da lista é a mulher. Considero nisso ofensivo.

Fazer o quê?  Como convencê-los de que "mulher" está na categoria "relacionamentos" e não na categoria "diversão"?  Para eles nós estamos no mesmo nível da moto, do vídeo-game e da lancha.  A mulher é considerada uma coisa leve, descartável, uma ótima maneira de fugir da rotina. Depois, obviamente, ela deve ser deixada pra lá para que ele possa voltar a tratar dos assuntos sérios da vida. Ninguém sobe de vida ficando o dia todo em cima na frente do vídeo-game.  Para os homens, mulher não faz parte da vida normal; mulher é diversão pra fugir da vida normal.  

(Claro que quando eles estão apaixonados tudo é diferente! Mas SÓ quando estão apaixonados).

Note que na visão da mulher a coisa difere muito. Para elas a palavra "homem" está na categoria "vida normal", ou "dia-a-dia".  Diversão, para a mulher, é dançar, comprar, sair com as amigas, bater papo, ir ao clube...  Mulher não costuma achar homem "divertido". Homem não é diversão: é necessidade. Homem não serve para esquecer as preocupações; homem É a preocupação. 

Claro que para algumas mulheres (Marias-Chuteiras, por exemplo) eles estão mais para a categoria "investimento". De qualquer forma investir não deixa de ser também uma maneira de se ocupar e preocupar com a vida normal, com coisa séria (o futuro).

Para a mulher, o homem, na pior das hipóteses, é algo a ser gerenciado. E na melhor da hipóteses? Na melhor das hipóteses ele é alguem com quem se divertir, nunca "uma coisa para diverti-la".  

Antes que você emende com alguma observação, tenho a dizer o seguinte: beber água não é divertido: é gostoso e necessário. E não beber água é simplesmente aflitivo. Para a mulher, o homem é água. Para o homem, a mulher não é água; é sorvete, chocolate, pipoca, essas coisas.

Não sei o que é que nós, mulheres, fizemos de tão errado para sermos classificadas junto com as motos, o baralho e a cerveja.  Isso tudo é uma pena porque as mulheres gostam dos homens. Prova disso é que, ao invés de tentar descartá-los, passam a vida tentando gerenciá-los.  

Quem tiver um final feliz para essa postagem, favor me escrever.

REALIDADES BRASILEIRAS