Marcadores
Coisas de e-mail
(1)
Comentando notícias
(27)
Contos
(17)
Críticas
(6)
Crônicas
(62)
Curtinhas
(40)
Discuções manjadas
(14)
Famosos
(14)
Filmes - comentários
(8)
Generalidades
(148)
Implicando com Paulo Coelho
(4)
Memórias
(24)
Música
(7)
O QUE EU PENSO SOBRE:
(6)
Opinião
(109)
Pensamento do dia
(4)
Poemas
(52)
Polêmica
(43)
Reflexões
(234)
Textos poéticos
(68)
Vi por aí
(16)
Vídeos
(1)
.
24 de jan. de 2014
Ponto saliente
Um homem de bicicleta com a garupa coberta de rosas. Imagine! Registro esta como a cena especial de hoje.
Só existem dias iguais para os olhares distraídos. Todos os dias são realçados por um ponto saliente. Sempre há uma cena que faz toda a diferença no meio da amarelice.
Pois eu estava no trânsito e vi um buquê gordo, vibrante, ansioso por ser abraçado. Vestido para festa, parecia muito firme apesar dos sacolejos da bicicleta.
Acho que o ponto alto na vida dos buquês é quando são abraçados. Eles adoram mergulhar em seios quentes. Adoram braços longos, suspiros, palavras de agradecimento e emoção. Adoram a intimidade pública, rara e cara que poucos gozam, de tocar em corpos, serem acariciados, beijados, bincados. Um colo de mulher é um colo de mulher! E no meio da mornidão as flores olham para cima e enxergam dentes brancos contra a luz. Um pouco mais adiante, já forçando os olhos, dá pra ver os cílios inquietos lustrando os olhos.
Um buquê de rosas é como uma mulher bonita: ele sabe muito bem o efeito que causa.
E lá ia o homem, lá ias as flores. Doce missão. Deu vontade de passar pertinho dele, emparelhar com a bicicleta e perguntar pela carga, puxar conversa, descobrir detalhes. Aniversário? Pedido de casamento? Nova conquista? Amante secreta? Pedido de desculpas?
Eu quis roubar uma rosa. Quis passá-la no rosto como sempre faço, sentindo o veludo geladinho que só as flores tem. Porque no mais, todo veludo é quente.
Rosas são o retrato da juventude, da paixão, do amor, do sexo requintado.
Foi esse o pontinho vermelho no meu dia. Foi essa "a cena" de hoje. E pensar que ontem o ponto saliente foi eu, no carro, chorando com a música "É isso aí." Não sei porquê, nem triste eu estava. Mas é isso aí.
Dizem que os diamantes são eternos. Mentira. Os diamantes passam. Eternas são as rosas no coração de uma mulher.
20 de jan. de 2014
Flor do Destino - Nilson Chaves
Amo essa música.
"Te amei assim como água de chuva
Que vai penetrando pra dentro do mundo
Te bebi assim como poço de rua
Que eu olhava dentro mas não via o fundo..."
Como pode uma Joelma ser mais conhecida do que Nilson Chaves? Esse mundo está louco mesmo...
"Te amei assim como água de chuva
Que vai penetrando pra dentro do mundo
Te bebi assim como poço de rua
Que eu olhava dentro mas não via o fundo..."
Como pode uma Joelma ser mais conhecida do que Nilson Chaves? Esse mundo está louco mesmo...
17 de jan. de 2014
12 de jan. de 2014
Segurança
Bom seria que os pássaros, em suas gaiolas, fossem brindados com a mesma sensação de segurança que nós humanos sentimos quando estamos enjaulados.
Tomara que sim. Torço pelos pássaros. O futuro deles é promissor. Hoje vemos mais humanos presos do que passarinhos em gaiolas. Uma zero pra eles.
Dia desses vi uma mulher no pátio de casa, a noite. Momentos de relaxamentos depois de um dia atarefado, eu acho. Sopa no fogão, meninos banhados, "dever cumprido". Momentos de liberdade e displicência. Na jaula.
Ao lado havia outras casas igualmente gradeadas, só que a dela chamava mais atenção. Era muito estreita, o que lhe dava um aspecto de "ombro encolhido" perto das outras casas maiores. E por estar um pouco acima do nível da calçada, a semelhança com gaiola era inevitável. E a mulher lá dentro, muda e de olhar perdido, comia seu sanduiche de "nada fazer" recheado com "sensação de segurança". Acho que ela estava se sentindo bem.
Talvez não percebesse que o quadradinho onde morava era mais um ponto triste na cidade. Algo a ser fotografado para ilustrar textos-denúncia. Uma imagem da nossa desgraça social agravada pelo aspecto conformado da mulher.
Talvez não percebesse que o quadradinho onde morava era mais um ponto triste na cidade. Algo a ser fotografado para ilustrar textos-denúncia. Uma imagem da nossa desgraça social agravada pelo aspecto conformado da mulher.
Não sei se um passarinho na gaiola retrata o mesmo nível de falência social daquela senhora. Não sei se os pássaros são consolados com a mesma ilusão de segurança que nós. Não sei. Só sei que quando saio de um ambiente fechado e me dirijo até meu carro, olho várias vezes para os lados. Quando me certifico de que não há ninguém suspeito por perto vou correndo e me tranco no veículo. Aí respiro fundo e me sinto novamente entre grades. É tão bom estar segura!
9 de jan. de 2014
Filhos da mãe!
Lembram da maldita musiquinha do "Pônei Maldito"? Pois existem bichos muito mais malditos do que eles.
Lembro de tempos idos... Quando eu era criança ouvia a professora ensinar, com ar de glória, que a dengue era uma doença vencida. A ciência pisou, sapateou e cima e erradicou. Eu ouvia e achava estranhíssima a palavra "dengue". Que nome esquisito para uma doença! Mas o importante era podermos dizer que vencemos aquela coisa esquisita. Poder olhar para nossos antepassados de cima para baixo e constatar que perto de nós eles não passavam de grosseirões, incultos, rudes, atrasados, vítimas de doenças de nomes ridículos. Maravilha poder viver numa época tão "adiantada"!
"O Brasil já esteve livre desse vetor durante anos. Se medidas tivessem sido tomadas no momento da sua reintrodução no país, em 1976, possivelmente não estaríamos hoje diante de epidemias de tamanha gravidade. "
Pois é. Décadas se passaram e qual não foi minha decepção ao descobrir a professora estava enganada! Que mico ensinar que a dengue era uma doença fuleira do Brasil imperial mas agora as novas gerações já podem morrer de coisa mais chique!
Confesso: aquele sentimento de "Brasil varonil" esvaziou-se um bocado.
O que me pergunto é: de onde sairam os dois mosquitinhos libidinosos? Onde estava escondido o casal maldito que continuou procriando? Que maloca foi essa onde o Baygon nao chegou? Enganaram todo mundo. Ressuscitaram a dengue como quem ressuscita dinossauros a partir de míseras células. "Noé" deveria ser o nome do mosquito sobrevivente.
5 de jan. de 2014
Diamante no sapato
O amor é um diamante - do qual você não se livra.
Quando o recebemos ele vai direto para o coração e lá tem seu lugar de destaque: o centro do centro do centro de tudo. Só que com os sacolejos da vida às vezes ele se desloca, sai do lugar, mas não se perde. O amor, quando cai do coração, vai direto pra dentro do sapato.
Tem gente que anda a vida toda com aquele diamante dentro do sapato. Às vezes essas pessoas até conseguem andar eretas em sociedade mas mancam quando estão sozinhas. Tentam se livrar do diamante mas não é fácil porque, como todos sabemos, "um diamante é para sempre".
Quando o diamante cai do coração muita gente declara que faria tudo para se livrar dele. Acho que é mentira. Quem teria coragem de se livrar de uma coisa tão linda?
Há um universo dentro de cada diamante... Dizem que, na vida, cada pessoa só recebe um deles. Já ouvi gente dizer que já foi dono de vários, mas também não acredito. Há muita teoria capenga em torno do assunto.
O que fazer quando um diamante escapole do coração e acha certinho o caminho do sapato? Bem, você pode tentar colocá-lo novamente em seu lugar, mas não há garantia de sucesso. Isso porque o o lugarzinho que ele ocupava mudou de formato. A linda pedra não se encaixa mais. E se passar muito tempo também acontece de a cola ressecar. Se a cola está seca nada mais o manterá no lugar, então ele acaba escorregando novamente para o sapato.
Como você realmente não vai se livrar dele vou te dar um conselho: o melhor a fazer com seu diamante é transformá-lo em lembrança. Faça dele um belo pingente. Tire-o do sapato e coloque-o pendurado em seu colo, pertinho do coração. Ali ele se sentirá em casa, se acalmará e não doerá nunca mais.
1 de jan. de 2014
Destruir
Essa é mais uma inestimável dica de como destruir emocionalmente uma pessoa. Certamente funciona. Só não entendo por quê seria de interesse público destruir alguém. Será que não há nada mais urgente do que nocautear o emocional alheio?
31 de dez. de 2013
Presentes *
As dificuldades da vida são como as ondas do mar: sempre virão outras, mas sempre me sentirei valente por não me deixar afogar.
2013 não me trouxe tantas ondas assim. Valeu.
Olho na janela o amanhã que chega carregando um monte de pacotes de presentes, todos lacrados. Só podemos abrir um por vez. Temos 365 dias para terminar o trabalho.
Feliz 2014!
27 de dez. de 2013
Cadê o Natal? *
Já passou. E esqueci de postar um texto condizente. Mas não tem problema.
Tomara que seu Natal tenha sido desses que a gente lembra pra sempre, do tipo bom demais, que quando a gente vê as fotos fica emocionado.
Se não foi, ainda dá tempo de salvar as festividades caprichando no Ano Novo.
Acho que a avaliação é uma coisa muito boa, mas se for séria demais pode pesar. Se for pra te deixar deprê, não recapitule nada do ano que passou. Jogue tudo na lata de lixo e apenas comece de novo, com a cara mais lépida. Dê uma de João-sem-braço, cara dura, não-é-nem-comigo.
Comemore a entrada do novo ano como se sua vida estivesse sendo passada a limpo sem nenhuma mancadinha para corar. Acho que essa é a melhor dica para essa última festividade do ano: nós nos convencermos de que o que passou, passou e não há mais nada a ser questionado, cobrado ou lamentado. Eu e você somos uns bebezões que estão prestes a pisar no planeta pela primeira vez agora, em 01/01/2014. Não era isso mesmo tudo o que mais queríamos? Uma segunda chance! Pois ei-la!
Você está recomeçando do zero e quem pode vir lhe contradizer afirmando que não é bem assim? Seu mundo quem faz é você. Então,
Feliz TUDO NOVO!
26 de dez. de 2013
Desçamos
Você, que discorda de mim: ainda assim estamos no mesmo planeta e não podemos fugir para um lugar azul onde todos concordem conosco.
Verdade: somos tão sensatos e cobertos de razão! Seria maravilhoso se isso nos ajudasse em alguma coisa.
Minha visão é nítida, meu fio de raciocínio segue reto, exato. Uma beleza. Parece que o mesmo ocorre com você. Era, então, para nos encontrarmos na estrada ou, pelo menos, no final da linha. Então como nos desencontramos? O quê saiu errado?
Como dizem, somos todos serem muito solitários. Tanto você quanto eu estamos sozinhos no planeta. Você sabe muito bem disso quando sente medo, solidão, quando está doente. Quando comete erros, quando se sente ridículo, quando queria conversar com alguém. Nossa fragilidade é um bom motivo para caminharmos um em direção ao outro, mas... Não te cedo minha verdade nem você me cede a sua. Então vai ser assim: continuaremos habitando o mesmo planeta, mas com o coração gradeado?
Todos nos agarramos às nossas verdades mesmo desconfiando um pouco delas. A gente não mete muito a mão no fogo. Mas, engraçado: metemos a alma. Seguramos esses farrapos feito loucos como se disso dependesse a nossa vida. Pobrezinhos de nós! Tudo o que temos é a verdade que tecemos, fio por fio. Pensamos que não dá pra abrir mão porque é tudo o que nos sobrou. Achamos que precisamos dessas coisas.
Só que precisamos muito mais uns dos outros. E como! Queríamos nos deixar abraçar, tocar, esbarrar. É um alívio quando, no escuro, descobrimos que não estamos sós. Mesmo que a companhia seja igualmente medrosa, ainda assim é um alento. Desejamos, queremos, precisamos. Estenderíamos as mãos desde que... Desde que não fosse contra as nossas verdades. Não é triste?
A você, teimoso e chato, que pensa diferente de mim,
A você, querido equivocado,
Estendo minhas mãos em um pedido de amizade.
Vem comigo!
Vamos combinar ficar juntos. Enquanto o sol se põe, lá da base do firmamento sobe a noite. Não sejamos tolos! Sentemos lado a lado, aceitemo-nos um ao outro como companhia. A vida é menos assustadora assim. Por mais que tenhamos razão, nada é mais sagrado do que estarmos lado a lado, simplesmente. É disso que o coração se alimenta.
Então desçamos do alto das nossas razões para sermos só humanos, só simples. Pegue a minha mão.
Verdade: somos tão sensatos e cobertos de razão! Seria maravilhoso se isso nos ajudasse em alguma coisa.
Minha visão é nítida, meu fio de raciocínio segue reto, exato. Uma beleza. Parece que o mesmo ocorre com você. Era, então, para nos encontrarmos na estrada ou, pelo menos, no final da linha. Então como nos desencontramos? O quê saiu errado?
Como dizem, somos todos serem muito solitários. Tanto você quanto eu estamos sozinhos no planeta. Você sabe muito bem disso quando sente medo, solidão, quando está doente. Quando comete erros, quando se sente ridículo, quando queria conversar com alguém. Nossa fragilidade é um bom motivo para caminharmos um em direção ao outro, mas... Não te cedo minha verdade nem você me cede a sua. Então vai ser assim: continuaremos habitando o mesmo planeta, mas com o coração gradeado?
Todos nos agarramos às nossas verdades mesmo desconfiando um pouco delas. A gente não mete muito a mão no fogo. Mas, engraçado: metemos a alma. Seguramos esses farrapos feito loucos como se disso dependesse a nossa vida. Pobrezinhos de nós! Tudo o que temos é a verdade que tecemos, fio por fio. Pensamos que não dá pra abrir mão porque é tudo o que nos sobrou. Achamos que precisamos dessas coisas.
Só que precisamos muito mais uns dos outros. E como! Queríamos nos deixar abraçar, tocar, esbarrar. É um alívio quando, no escuro, descobrimos que não estamos sós. Mesmo que a companhia seja igualmente medrosa, ainda assim é um alento. Desejamos, queremos, precisamos. Estenderíamos as mãos desde que... Desde que não fosse contra as nossas verdades. Não é triste?
A você, teimoso e chato, que pensa diferente de mim,
A você, querido equivocado,
Estendo minhas mãos em um pedido de amizade.
Vem comigo!
Vamos combinar ficar juntos. Enquanto o sol se põe, lá da base do firmamento sobe a noite. Não sejamos tolos! Sentemos lado a lado, aceitemo-nos um ao outro como companhia. A vida é menos assustadora assim. Por mais que tenhamos razão, nada é mais sagrado do que estarmos lado a lado, simplesmente. É disso que o coração se alimenta.
Então desçamos do alto das nossas razões para sermos só humanos, só simples. Pegue a minha mão.
22 de dez. de 2013
Santificação
Decididamente: o processo de envelhecimento era para ser um processo de santificação. Não tenho dúvidas que o plano tenha sido este.
Quanto mais velhos, melhores deveríamos nos tornar. Era para aprendermos, depois de tantos erros, que o mal se volta contra quem o pratica, que não devemos cuspir pra cima, que ninguém é melhor do que ninguém, todos merecem respeito, quem dá amor não sente falta de amor, não dá pra ser livre e viciado ao mesmo tempo, futilidade não vale a pena, ninguém precisa de inimigos, e por aí vai. Era para cada velho ser um anjo ou, pelo menos, um exemplar do Sábio da Montanha.
Não entendo. Sempre tive a secreta esperança de que a velhice me levaria um estágio interessante de desenvolvimento, algo que me proporcionasse um certo "céu interior". É verdade que já fui pior mas na minha idade eu imaginei que estaria melhor.
Sonhei que eu seria desvencilhada de todas as vaidade e desejos tolos. Algo como balões de gás desamarrados das pedrinhas, podendo voar libres, leves e soltos. com o tempo eu me livraria das cangalhas que a vida pendura em nossos pescoços. Só que quando vejo velhos chatos, amargurados, preconceituosos, cruéis, adoecidos de alma, solidificados em preconceitos, manhosos, ciumentos, orgulhosos, punitivos - quando vejo tudo isso desanimo.
Quanto mais velhos, melhores deveríamos nos tornar. Era para aprendermos, depois de tantos erros, que o mal se volta contra quem o pratica, que não devemos cuspir pra cima, que ninguém é melhor do que ninguém, todos merecem respeito, quem dá amor não sente falta de amor, não dá pra ser livre e viciado ao mesmo tempo, futilidade não vale a pena, ninguém precisa de inimigos, e por aí vai. Era para cada velho ser um anjo ou, pelo menos, um exemplar do Sábio da Montanha.
Não entendo. Sempre tive a secreta esperança de que a velhice me levaria um estágio interessante de desenvolvimento, algo que me proporcionasse um certo "céu interior". É verdade que já fui pior mas na minha idade eu imaginei que estaria melhor.
Sonhei que eu seria desvencilhada de todas as vaidade e desejos tolos. Algo como balões de gás desamarrados das pedrinhas, podendo voar libres, leves e soltos. com o tempo eu me livraria das cangalhas que a vida pendura em nossos pescoços. Só que quando vejo velhos chatos, amargurados, preconceituosos, cruéis, adoecidos de alma, solidificados em preconceitos, manhosos, ciumentos, orgulhosos, punitivos - quando vejo tudo isso desanimo.
Quem me garante que me tornearei uma pessoa melhor? E se eu me flagrar uma velhinha insuportável? E se eu não conseguir apender mais nada de relevante nessa vida?
A bem-aventurança seria o grande prêmio que nos compensaria pelas pelancas. Seria a prova de que imperfeições físicas não conspiram contra a felicidade.
Mas não estive de todo enganada. Embora a virtude não seja inevitável, ainda assim pode ser escolhida como destino viável. O tipo de pessoa que serei na idade avançada depende da postura interior que eu escolher agora. Depende dos valores que eu abraçar, "do ônibus que eu pegar". Não posso pegar um ônibus que vai para Curitiba esperando desembarcar e Fernando de Noronha.
Mas não estive de todo enganada. Embora a virtude não seja inevitável, ainda assim pode ser escolhida como destino viável. O tipo de pessoa que serei na idade avançada depende da postura interior que eu escolher agora. Depende dos valores que eu abraçar, "do ônibus que eu pegar". Não posso pegar um ônibus que vai para Curitiba esperando desembarcar e Fernando de Noronha.
Com isso tudo em mente sou levada a lembrar de toda a antiga doutrina de Céu e Inferno. Faz sentido. Em um espaço de tempo muito curto - oitenta anos de vida - já é possível ver o resultado das nossas escolhas do passado. Imagine isso em termos de eternidade!
Deus não faz um idoso se tornar chato para castigá-lo por mau comportamento na juventude. Se ele se torna amargo é porque decidiu abrigar dentro de si mil coisas que azedaram. Ele mesmo se colocou naquele caminho. Nada de "castigo", só causa e efeito.
Deus não faz um idoso se tornar chato para castigá-lo por mau comportamento na juventude. Se ele se torna amargo é porque decidiu abrigar dentro de si mil coisas que azedaram. Ele mesmo se colocou naquele caminho. Nada de "castigo", só causa e efeito.
Assinar:
Postagens (Atom)






