Sem introdução:
1) ARREPENDIMENTO
2) PERDÃO
3) JUSTIÇA
Você duvida?
1) Quanto ao ARREPENDIMENTO: lembro-me principalmente de quando alguns blogueiros vem a público depois de terem feito um comentário impopular ou uma brincadeira infeliz. Depois de verem a reação irada dos seguidores aparecem humildes pedindo - e às vezes quase implorando perdão. A reação das pessoas na sua quase totalidade é de raiva, muita raiva quando eles dizem que se arrependem e pedem perdão. O mundo não aceita perdoar. "- Ah ele fez porque quis!" Claro que fez porque quis! Se fosse sem querer nem precisaria de perdão. Perdão só se aplica ao culpado, não ao inocente. "Está arrependido só agora!" Claro. Queria que se arrependesse antes de cometer o ato?
É com uma facilidade impressionante que então o púbico deseja a total ruína do blogueiro infeliz. Quando algum bandido se diz arrependido dos seus crimes a reação é a mesma. Odeiam quando o sujeito diz que se converteu. Eu realmente não entendo isso. Então preferiam que ele continuasse no caminh do mal? Quem dera que todos os bandidos do mundo se convertessem! Mas essa sociedade podre adora odiar. Quem comete um crime se torna o alvo ideal para se canalizar todos os maus sentimentos que as pessoas trazem consigo. "Não quero nem pensar na figura de um Deus perdoador e misericordioso. Quer ser santinho agora. Mas ele não tem esse direito! Ele tem que continuar nas trevas para eu me sentir superior a ele. Que Deus perdoe os meus pecados, não os dele. Até porque ele não está sendo sincero. Com certeza não está. Eu sei disso."
A pessoa parece esquecer que na cadeia muitos realmente repensam as suas vidas. Parecem esquecer que um criminoso não ganha nada posando de arrependido depois de condenado. Parecem esquecer que um condenado arrependido não alcança misericórdia da nossa sociedade, muito pelo contrário: quanto mais arrependido, mais odiado. Se no entanto ele se mantiver firme no caminho do mal, sem arrependimento algum, aí sim contará com a simpatia da sociedade. Aparecerão centenas de filósofos, políticos, psiquiatras, psicólogos e afins teorizando sobre a culpa da sociedade, não a dele. Quer receber compreensão? Continue maligno.
De onde tirei essas ideias? Frequentando redes sociais há anos. A suma do pensamento social está lá. Há exceções, claro, mas no geral é assim.
2) PERDÃO: É a outra face do que eu disse acima. Para grande parte do nosso povo quem perdoa é otário. Não tem que perdoar nada. Outra prova de que odeiam a ideia de perdão é que rejeitam com todo vigor o centro do Evangelho, que consiste em se arrepender e ser TOTALMENTE LIMPO E PERDOADO com base no fato de que Jesus já pagou pelos nossos pecados. A figura do "Cordeiro de Deus" (que é o centro do cristianismo) é totalmente inaceitável para o mundo. Por isso abraçam com vigor a ideia de reencarnação (onde ninguém é perdoado, pelo contrário: cada um paga tintim por tintim pelas porcarias que fez em vida.)
O perdão de Cristo é totalmente dispensável para a maioria da nossa sociedade. É considerado até mesmo absurdo. A própria ideia de reencarnação prova isso. Dentro da reencarnação o perdão passa a ser visto como um sentimento divino vago e legalmente inútil. A lei da vida é pagar. Ser purificado por Cristo representa um absurdo, uma grande injustiça.
De certa forma é "injusto" mesmo. Pela lei de Deus TODOS NÓS merecemos a condenação. Mas só que "a misericórdia triunfa sobre o juízo". Na verdade a graça de Deus não representa injustiça uma vez que o pecado não ficou impune. Nenhum pecado fica impune pois a lei de Deus é perfeita e não pode ser descumprida. Para isso Deus desviou de nós a sua ira e a direcionou totalmente para Jesus Cristo, no Calvário. ("Deus meu, por que me desamparaste!?").
Ah, mas as pessoas rejeitam isso com fúria! Ao preferir JUSTIÇA e jogar fora a MISERICÓRDIA, a humanidade está condenando a si mesma.
"... pois eles não conhecem a maneira como Deus aceita as pessoas e assim têm procurado conseguir isso da sua própria maneira. Eles rejeitaram o modo de Deus aceitar as pessoas." Romanos 10:3.
Desse jeito as pessoas condenam a si mesmas, quando rejeitam o jeito de Deus fazer as coisas. Preferir pagar é praticamente escolher o inferno. Deus fez uma ponte para a humanidade chegar a ele mas as pessoas discordam de Deus.
Até o catolicismo abomina o perdão divino mas de forma diferente dos espíritas. No catolicismo o sujeito não reencarna: vai penar no purgatório. Para o católico a morte de Cristo não foi um holocausto, um sacrifício voluntário, um castigo em nosso lugar. Sua morte foi apenas mais uma injustiça social. Só isso. "Tadinho de Cristo. Morreu porque quis nos ensinar o bem!" Esquecem do que Jesus disse quando caminhava para o Calvário. Ele falou para as pessoas que choravam por ele:
"Jesus virou-se para elas e disse: ... não chorem por mim, chorem por vocês mesmas e pelos seus filhos!"
3) JUSTIÇA: As pessoas criticam Deus por permitir tanto sofrimento no mundo. Ao mesmo tempo acham que Deus seria um monstro se se vingasse dos maus e eliminasse quem cria os sofrimentos do mundo. Se Deus é justo, ele é vingativo e mau. Se Deus é paciente ele é mau também. Isso é quase cômico.
Ao rejeitar a justiça de Deus, sem perceber rejeitam o próprio Deus.
As pessoas parecem gostar da figura do Jesus crucificado. Adoram ter peninha de Jesus e se afastam da figura do Jesus poderoso, cheio de autoridade, com poder e vontade de julgar e fazer justiça. Adoram chorar sobre o túmulo vazio do Jesus morto, pobre e impotente. Adoram o Jesus ensanguentado, o Jesus menino e indefeso, o coração ensanguentado de Jesus, as suas chagas, o Jesus no colo de sua mãe, amparado por ela, mas não gostam de pensar no Justo Juiz, Todo Poderoso, vingador sim, e cheio de autoridade. Esse Jesus real e até terrível, de Apocalipse, fez João tremer e quase perder os sentidos. Esse Jesus com olhos de chama de fogo, que nos vê por dentro, esse é incômodo. Não o querem. Querem o que ele foi, não o que ele é. Não querem o Jesus Deus, só o Jesus homem. O povo não entende que essa é uma forma de negá-lo.
Ou o aceitamos como ele é ou ficaremos nos iludindo com imagens que o fragilizam para sempre. Ou o adoramos como ele merece ou ficaremos para sempre morrendo de peninha de um Senhor morto, que não existe mais.
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