.

.

7 de jan. de 2009

Cremação? Soy contra!

Talvez não exista ocasião boa para se falar em morte mas vez por outra o assunto me aparece e não me resta outro remédio a não ser escrever a respeito. Melhor escrever do que falar disso em uma festa de aniversário - principalmente se for no aniversário daquela tia de 79 anos que anda sempre adoentada...

Dessa feita o aspecto do assunto macabro é o seguinte: sou terminantemente contra esse lance irreverente de transformar funeral em churrasco.
Refiro-me a idéia estapafúrdia - isso mesmo! - de cremar o "de cujus". Quem teve essa idéia? Nero?

Além do mau gosto em si (imaginar um ente querido ardendo em chamas) isso deveria ser contra a lei. Por quê? Ora, porque essa estranha prática trabalha contra o Direito.

Vejam bem: o corpo humano é um arquivo vivo, mesmo quando o sujeito morre. Não sei se seria o caso de passar a chamá-lo de "arquivo morto-vivo" ... mas é por aí.
Bactérias, vermes, gases e toda a sorte de seres microscópicos estão mais vivos do que nunca naquele quarteirão prontinhos para dar com a língua nos dentes e contar tudo o que realmente aconteceu: se a morte "acidental" foi provocada, se a cirurgia precisava ser feita, se a apendicite não passava de gases, se houve barbeiragem, se a mulher estava gravida, se (pior!) engravidou na UTI, se o bebê teria sobrevivido, se chegou no hospital com dois rins e dois pulmões e foi enterrada só com um exemplar de cada, etc. Cremando, todas essas informações relevantes desaparecem para a alegria de alguém. E provavelmente esse alguém deverá estar ganhando uma grana com a queima de arquivo.
Isso mesmo: cremar um corpo é queima de arquivo. Sou contra!

Mesmo quando as trocas de gases e de vida microscópica terminam e as minhoquinhas cansam de confraternizar, ainda assim o corpo é uma espécie de biblioteca onde uma história interessante pode ser desenterrada a qualquer tempo. Pensam que não assisto documentários?

Acabei de ver no jornal da TV o caso do pai cujo filho desapareceu por uns dias. Seu corpo reapareceu atropelado, morto, parcialmente desfigurado mas foi reconhecido pelos familiares, incluindo seu pai. Choraram, fizeram o sepultamento, aquela tristeza. E não é que o sujeito reapareceu vivinho da silva dias depois? Sofria de problemas mentais. O que fora sepultado era um bandido procurado pela justiça.

Agora a pergunta: e se o corpo tivesse sido cremado? O rapaz, com problemas mentais, poderia nunca mais acertar o rumo de sua casa; não seria procurado nem reintegrado à família, viveria errante como mendigo. Alguém que dissesse te-lo visto anos depois seria tido como louco pois todos "sabiam" que ele estava morto. Para tirar de vez a dúvida, só desenterrando - mas como, se ele tivesse sido cremado?

Outra situação: quanto um bandido não pagaria para se fazer confundir com um defunto cremado? Sendo impossível desfazer o equívoco ele teria a garantia de uma vida nova para cometer novos crimes sem ser incomodado pelo peso da lei.
Já ouvi vários casos de pessoas que são paulatinamente envenenadas e tem a causa mortis atribuida erroneamente a determinada doença. Dizem ter sido esse o caso de Napoleão! Aquela dorzinha do estômago não era gastrite coisa nenhuma, mas envenenamento contínuo. Se fosse hoje, uma vez contestado o laudo médico, seria possível constatar se houve homicídio.

Já ouvi falar também de exames de paternidade feitos meses depois de o defunto ter sido entregue à terra (Gostei. Fica mais chique falar assim). Impossível fazer exame de paternidade em cinzas. Menos ainda se forem jogadas "romanticamente" ao mar.

É como eu já disse: tem gente que dá entrada em hospital e roubam-lhe o fígado, o rim, trocam os pulmões de lugar... é uma zorra! A família desconfia. Se cremarem, como desmascarar o médico açougueiro? Tá cheio de Frankenstain por aí defendendo a prática da cremação. Cuidado!

Acho que esse negócio de cremar foi inventado pela indústria dos órgãos - e não me refiro a instrumentos musicais! Pintam o sete, deixam o paciente oco e depois transformam ele em farofa. Legal, né? Comigo não! Vou gritar da sepultura e contar tudinho o que tiverem feito comigo. Vou processar todo mundo! Vou ser a defunta mais escrota que vocês já viram. Tá pensando o quê?

E tem também a outra questão. Tem o lado espiritual da coisa. Caraca, a gente passa a vida ouvindo falar em Céu e Inferno. O Céu é um lugar fresquinho e florido; o Inferno é o fogo eterno. Não deixa de ser emocionalmente desconfortável imaginar que meu corpitcho malhado vai arder em chamas. 

Não! Não me queimem! 

Quero uma sepultura de terra fofinha com árvores ao redor. Só mais uma coisa: é meio caro mas se o dinheiro der providenciem aquelas estátuas de mármore de menininha chorando ou coisa assim.
Tá bom, já sei que o dinheiro não dá. Um vaso de flores de plástico aplacará meu espírito. Minhoquinhas simpáticas poderão fazer o seu trabalho calmamente como manda a natureza. Doarei meu silicone aos pobres e enquanto caveira cooperarei como puder com a polícia, caso seja necessário.

Se você ainda não se convenceu vou te dar mais uma razão para concordar comigo: fique você sabendo que existem SIM fraudes muito cara de pau nesse lance de cremar corpos. Não fique pensando que em três horas de forninho alguém vira cinzas. Nem a sua cozinheira consegue destruir um frango tão rapidamente. Onde eu quero chegar: o processo demora pra caramba e custa uma grana em energia elétrica. E você não fica ali vendo "a coisa" acontecer.  Já soube de casos de enganação horrorosa, onde certas empresas funerárias sem escrúpulos cremam "meio que pela metade" juntam mais de um falecido pra economizar energia, misturam tudo, colocam qualquer cinza numa caixina e dá para os manés chorarem. Quem é que vai saber? Cinza é tudo igual! Preto, branco, olho azul, olho puxado, com dentes, sem dentes... Virou cinza, igualou.

Pois é, bobão! Vai reclamar pra quem? Vai conferir como? Você acha que vão gastar uma fortuna em energia elétrica só porque você acha bonitinho jogar pozinho no mar? Se toca! Num país como o nosso, onde falsificam e dão remédios de farinha de trigo pra quem tá morrendo, você acha que estão preocupados com as cinzas do seu avô? E com as suas? Acorda!




Controle Absoluto - filme

Leia o comentário

6 de jan. de 2009

Ela está certa! Certíssima!


Temos que acabar com essa onda de ficar esquentando a cabeça com o que os outros vão ver. Não somos perfeitos. Esse mundo não é uma passarela. Pode até parecer mas não é e se for, está na hora de esculhambá-la. A amiga Britney está dando sua parcela de contribuiçao para o movimento "Não-tô-nem aí". Concordo com ela. É crime estar cheia de celulite e ter a bunda chocha? Não! Grandes coisas! Você se garante de fio dental? Não! Então contenha seu risinho cínico e respeite aqueles que se amam do jeito que são. Vou apoiá-la assim que perder uns quilos e sentir que a musculação está fazendo efeito (hehehe)

4 de jan. de 2009

Operação resgate

Vejam as cenas tocantes da tentativa de resgate de Lucrécia, uma gata na flor da idade. Tá certo que ela não é nenhuma santa. Altamente baladeira, Lucrécia é a alegria do bairro, tendo sido pivô de disputas sangrentas entre pretendentes por uma noite de amor em sua companhia. Além de arrepiar na noite, não é lá muito responsável: já teve uns filhos que andam espalhados pelo mundo, provavelmente fazendo o mesmo que ela. tudo bem, não é um exemplo de mãe... mas não merece morrer por isso.

É amigos... Nem todos iniciaram 2009 com o "pé" direito. (
Veja as fotos)

pegue a sua no TemplatesdaLua.com

3 de jan. de 2009

Implicando com Paulo Coelho III

Gostei do conselho de Paulo Coelho para chegarmos à superação de velhos hábitos: é só tentarmos variar a forma de praticá-los e a gente acaba enjoando deles.

Se você tem o mau hábito de fumar, fume um dia maconha, outro dia cigarro, outro dia cachimbo, depois fumo de corda... Vai dar tanto trabalho conseguir variar que você descobrirá que não vale a pena o esforço. Em pouco tempo seu pulmão estará limpinho como o de um recém-nascido.
Se você tem o mau hábito de trair, capriche também: traia cada dia com uma pessoa diferente, de raças diferentes, sexos diferentes...
Se tem o mau hábito de xingar seus familiares, esforce-se em ser criativo. Use o dicionário, esgote seu vocabulário de xingamentos e palavrões. Se não ganhar antes disso um olho roxo, conseguirá se transformar em uma pessoa doce e cândida.
Gostei. O cara é gênio.

2 de jan. de 2009

Frase

A capacidade de uma pessoa tolerar tudo certamente a levará à ruína. Sua incapacidade também.

1 de jan. de 2009

Implicando com Paulo Coelho II - A história da tanga


Queridíssimos, nesse episódio postado por PC em 25 de outubro um discípulo (sempre tem essas viadagens de gurus e discípulos, já notaram?) um cara consegue ficar rico tão-somente tentando conservar seu único bem: uma tanga provavelmente tipo essa aí da foto. Tesaõ!

O rato roía a tanga. O gato comia o rato. O gato precisava se alimentar. O carinha resolveu trabalhar para alimentar o gato e por aí vai a sequência da sorte.

Quer ficar rico? Acho que você pode pular a constrangedora etapa da tanga. Minha sugestão: comece pelo rato e vá em frente sem perder de vista que nesta historinha o tio Paulo teve o cuidado de deixar claro que o rapaz levou anos para "enricar". Mas vamos lá, você pode ter mais sorte! Investindo nessa sua faculdadezinha de m... não vai ser da noite pro dia que você vai tirar o pé do barro.

Vá em frente! Estou torcendo por você.

29 de dez. de 2008

Jesus Luz & Madonna - Um conto


Claro que havia expectativas em relação a ela. Se eu dissesse o contrário a mentira seria mais tola do que a verdade de dizer que tive crises de ansiedade no primeiro ensaio que soube que ela estaria presente. Nem precisava porque sequer cheguei perto. De longe ela nada mais é do que o que se vê em fotos e telas. Surpresa nenhuma.
Um dia ela chegou perto e falou comigo. Assim, sem mais nem menos.

Conversamos rapidamente na frente de todo mundo. Depois fui ao seu camarim. Acho que ninguém viu mas também não me demorei.




Como é Madonna de perto? Ela é como eu pensei que fosse. Fisicamente não houve surpresa alguma. A surpresa foi por conta de eu descobrir que jamais havia pensado nela de outra forma que não fosse fisicamente. Não parecia ser nem mais jovem nem mais velha, mais bonita ou menos bonita, gorda ou magra. Era como eu achava que fosse por fora e isso quase me surpreendeu porque de um modo geral os popstar nunca são como pensamos.



Ela há muito passou do tempo de se importar em ser vista sem maquiagem. Estava ali, alvíssima e segura como a lua. O que vi em minha frente? Vi a lua surpreendentemente maternal como jamais pensei que fosse. É assim que ela é: clara e forte, imperturbável ao ser longamente fitada. O olhar permanece azul e profundo e nesse momento balancei.


Tocou em meu braço e dei-me conta de que me perguntava algo sobre a festa, sobre o pós-show. Gostou do meu braço, olhou-me. Tive vontade de abraçá-la e na despedida abracei. Me senti pequeno e aconchegado. Foi rápido mas adorei seu cheiro. Queria sentir mais.

Como um carinha como eu poderia ser enxergado como pessoa por uma mulher como ela? Como chegar naquele coração? Mas... para quê chegar naquele coração?

Nossas vidas são pontilhadas de instantes, alguns muito especiais e todos eles têm a vocação da efemeridade. Conhecedores da sua volatilidade, afligimo-nos. O que é eterno não precisa ser pontuado porque cobre uma vida toda mas os instantes especiais desaparecem como fadas travessas, duendes, aparições. Precisamos segurá-los bem firme e olhar em seus olhos por mais tempo antes que sumam para sempre



Madonna... ela é delicada. E o mais surpreendente: tem um quê de maternal até então impensável. Não sei se é no jeito de falar, de olhar... não sei explicar. Tem um aconchego assim, de mãe mesmo, que chama a gente para o meio dos seios com uma autoridade irresistível. Seu olhos são profundos, quase melosos e contrastam com a figura autoritária que a gente vê no palco. Soube muito de sua vida tão somente olhando dentro deles. Oceano.

Quero levar-lhe alguma coisa hoje a noite. Um pequeno momento eterno. Para ela poderá ser banal mas para mim não.










É cansativo mas as exigências de um mega show, ao contrário do que pensam, me ajudam demais em momentos como esse. Uma separação... Muito melhor não pensar nisso. Essa semana mais do que nunca vou me dedicar aos ensaios, a cada detalhe do que for preciso. Quero dormir exausta sempre. Só preciso dormir bem na véspera da apresentação.



Hoje conheci um rapaz - um modelo. Lindo como tantos outros. Senti que ele não se aproximaria se eu não tomasse a iniciativa. Foi o que fiz. Por que fiz? Porque estou tensa, porque estou cansada, porque posso, porque ele é lindo e jovem e cheio de vontade de crescer.



Conversamos rapidamente em meu camarim. Banalidade: nome, você conhece os EUA? Aceita uma cerveja? Gostei do jeito que me olhou. Geralmente esses meninos colocam-se na posição de mercadoria. Esse apenas me fitava e sorria de um jeito despretensioso, como se estivesse tranquilo com a idéia já certa de que não havia como nascer dali alguma coisa maior, um relacionamento. Olhava-me apenas atento a princípio. Depois, pareceu-me, já com crescente simpatia. Em alguns momentos pareceu-me lamentar que não palmilhássemos as mesmas estradas na vida, só aquele breve cruzamento.



Novo, muito novo para ter notado tão de pronto que jamais me apegaria a ele. E no entanto ele é lindo, tão lindo quanto pode ser uma pantera que escolha livremente deitar em seu tapete e partir para a selva tão logo deseje. Infinitamente mais livre do que eu.



Jovem e quente e duro. Claro que o desejei. Claro que seria meu. E claro, ele iria gostar sim.



Estivemos juntos outras poucas vezes, brevemente, antes de estarmos a sós.

Não é justo olhar um homem como um animal de estimaçao mas eu assim o vi. Mas me redimo porque esse olhar sobre ele não foi gerado no sentido caprichoso do termo mas da melhor maneira que se possa entendê-lo: na paixão que nos desperta a idéia da beleza selvagem capturada e usufruida dia e noite sob os olhos, ao alcance da mão. Quem nunca desejou apanhar um tigre, tê-lo, brincar com ele?

Ele não esperava nada de mim. Gostei disso também. Eu não esperava que ele conseguisse me comover - mas conseguiu.



Quando por fim descansei em seu torax enorme ele me falou, como todos falam, de suas primeiras impressões a meu respeito. Ri de sua ingenuidade ao contar que se surpreendeu ao encontrar em mim um "ar maternal" marcante e bonito. Que homem diria isso a uma mulher mais velha sem pedir desculpas logo em seguida? Mas ele disse, e com tanta graça e sinceridade que comoveu. Ele viu em mim o que penso ter de mais importante, o que mais prezo. Foi o maior elogio que um homem poderia me dar.

Levantou-se e vasculhou os bolsos de seu jeans. Voltou com um minúsculo pacote de presente. Não me entregou. Ele mesmo abriu e de lá tirou uma finíssima corrente de ouro com uma pequena imagem da Madona com a qual circundou meu pescoço. Nesse movimento senti seu hálito novamente. Essa imagem já possuía um significado enorme e lagrimei. Ando especialmente emotiva esses dias.



Estaremos juntos no Ano Novo. Não se trata de um romance. Não se trata de nada que não seja um hoje no qual preciso estar com alguém que não faça planos nem peça "presentes" para estar comigo; que não meça as palavras e que daí acabe dizendo sem querer coisas que me acalente o coração. Alguém que veja em mim a mãe que tanto prezo, que pensei que ninguém mais visse. Por fim, que entenda que preciso descansar minha cabeça em um peito assim... como um barco moreno perdido no oceano azul.



Cristina Faraon







Os Simpsons - PARTE II



Bem, já disse que adoro Os Simpsons. Por quê raios adoro os Simpsons?

Agora já acostumei mas eles são feios, muito feios. Considerei (da primeira vez que vi) horrívelmente desagradável a voz da Margie e desnecessariamente feio o seu cabelo. E etc, etc. Depois fui deixando-me cativar pela crítica ferina que costumam fazer a respeito do modo de vida ocidental. Os diálogos são impregnados de malícia e fel. M
as isso ainda não é motivo suficiente para gostar tanto deles.

Homer por exemplo é o cara mais execrável do mundo!

Talvez agora surja uma interessante discução a respeito da força que a familia empresta ao ser humano; uma espécie de "moldura de dignidade" que o circunda (posso dizer assim?) sem a qual ele não seria nada. Admitamos: o Holmer seria insuportável sem a família dele. Nâo teria a menor graça. Será que foi essa a "mensagem subliminar" que seus idealizadores quiseram passar? Talvez não porque poderia ser considerado piegas demais.

Mas peraí! Qual o problema em ser piegas? Se a onda sempre foi contrariar regras estabelecidas então eles acertaram em cheio no calo dos moderninhos-abaixo-a-família. Aliás estes espécimens ainda existem? Deixa pra lá, continuemos:

Uma família legal... com um pai abaixo da crítica mas pai ainda assim, cercado de gente que está com ele de um jeito ou de outro. Estão juntos e formam alguma coisa talvez não muito exemplar mas que vale a pena ser preservada. Alguma coisa bonita que a gente nem sabe explicar bem o por quê de ser bonita.

Por que gostamos tanto dos Simpsons? Bart e Homer são incorretíssimos e mostram pra todo mundo sem o menor pudor TODAS as nossas vergonhas (aqueles defeitos e pensamentos horríveis que passamos a vida toda tentando enfiar debaixo do tapete). Como podem se sentir tão a vontade dizendo o que dizem? Como um pai aperta o pescoço do filho daquele jeito e a gente ainda ri? E o filho supera tudo! Seria essa a grande resposta? Seria isso o que eles tem de mais atraente?

Provavelmente sim.

Eles podem morrer de inveja, de despeito e desrespeito, pagar o bem com o mal, ser gananciosos, odiosos, vis, vingativos, preguiçosos e tudo o mais e ainda assim continuam tendo uma família, são amados e até têm vizinhos bons. O mundo deles jamais desmorona.

Os Flanders (uns chatos, "certinhos" demais para os padrões Simpsons) são cristãos verdadeiros e os aceitam como são; estão sempre dispostos a ajudá-los e perdoá-los. Você não gostaria que isso existisse?

Eles não são tudo o que gostaríamos de ser mas têm tudo o que gostaríamos de ter, essa é que é a verdade. Não vivem aflitos tentando "conservar o amor incondicional" dos outros; eles simplesmente o têm. E abusam, claro.

Os Simpsons representam a liberdade de exercermos nossa humanidade sem grandes efeitos colaterais. No final sempre dá tudo certo e eles ainda têm milhões de fãs.

Cristina Faraon

Bom e de graça!

Sabe esse lance de que "a felicidade está em aproveitar as coisas simples da vida?" Pois não é que é verdade?

Ontem a noite, depois de dar uma corrida "pela honra da firma" resolvi tomar um banho diferente. Eu já estava ha mais de ano sem usar o chuveirão lá do fundo do meu quintal, então resolvi porque à noite não tem iluminação por lá. Então...

Gente, uma delícia! Eu ali no escuro em "trajes sumaríssimos" (isso é um eufemismo) tomando banho frio nos fundos quintal, lá no cantinho olhando o céu cheinho de estrelas. Vento... silêncio... e o melhor: o gostinho de travessura... Sabe aquele gosto assim de coisa que não deveria ser feita mas é booooooommm?

Ora vejam, algo simples demais e tão prazeiroso. Por que não fiz isso antes, Deus do Céu? E tudo isso aqui à minha disposição noite após noite sendo desperdiçado. E de brinde o prazer de ver minha casa de outro ângulo. Curioso; de lá pra cá ela me pareceu tão mais simpatica, aconchegante e gostosa!

Agora fica a indagação: o que será que tem por aí dentro da categoria "coisas simples da vida" que estou perdendo por simples bobeira ? Por por favor alguém por aí me dê a dica!!!!

REALIDADES BRASILEIRAS