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11 de jul. de 2017

Interligados

Assista qualquer um desses pequenos vídeos  AQUI, AQUI e AQUI  O que você sente? Uma vontade de pegar, cheirar, amassar, botar na boca, brincar...  É gostoso de olhar e ao mesmo tempo incômodo porque só podemos mesmo olhar embora nosso cérebro nos impulsione a tocar. Não é?

Ninguém me  critica por dizer isso que acabei de dizer. É natural, é assim mesmo. Nós, os seres humanos temos essas peculiaridades.  Algumas coisas nos provocam certos efeitos - previsíveis ou não. Às vezes o efeito é bom. Outras vezes o efeito é apenas provocativo, nem bom nem ruim. Mas inegavelmente algumas vezes é ruim que provoca. Há coisas que dão agonia.   Um vídeo mostrando
alguém Por questões políticas você só pode ter sensações agradáveis ou interessantes com o que vê. Se algo lhe faz mal ou incomoda tal efeito não é reconhecido como natural. Toda a teoria a respeito da natureza das coisas terá então que ser subvertida. Teremos que passar a fazer de conta que não estamos todos interligados e que o que está fora de nós não nos afeta de forma alguma e que "toc" não existe.

Há motivos para, por convenção social, algumas coisas não serem feitas na cara de todo mundo. Defecar na frente dos outros, por exemplo. É um ato totalmente natural. Todo mundo faz. Mas afeta
quem vê, incomoda, motivo pelo qual é feito longe do olhar das pessoas. Sexo também é feito fora das vistas porque afeta, necessariamente. Não é toda hora que as pessoas querem ou podem se excitar. Mastigar de boca aberta... limpar os dentes com fio dental... Tudo nos afeta de alguma maneira. É idiotice querer negar. Portanto não critique quem se importa. Só os autistas não se importam com nada nem se afetam.

Odeio incoerências. 

10 de jul. de 2017

Sem chão

http://pislices.ca/post/162842101666/pi-slicesfall-170710

Poesia & Opressão

Dizem que poeta sofre. Não gosto disso que dizem mas reconheço que existe um monte de coisas das quais também não gosto mas que continuam teimosamente existindo independentemente dos meus gostos.

A poesia não sai do coração assim, de graça. Ela sai por estar sendo amassada, espremida e espetada lá dentro. Sai porque não aguenta mais ficar. Sai de boca aberta contando pra todo mundo, berrando, denunciando um estado de coisas que não pode ser abafado, que não se contém dentro de si mesmo. Poesia é o fim da discrição.

Poemar é jogar no ventilador. É mostrar a bunda.

Difícil é escrever profundamente na paz, na maciota, no gozo da ventura. Até porque a ventura requer tempo para ser gozada e ninguém ousará interrompê-la para escrever um mau verso. Ainda mais sabendo quão melhor verso será esse quando a ventura se for. Espere que a alegria vire as costas. Aí sim é hora de você pegar a caneta.

É verdade que existem poesias luminosas. Só que as singelas alegrias das vidas felizes não se prestam à poesia. Pra render um bom verso a alegria tem que ser opressiva. A felicidade do poeta tem que ser uma pérola caída num rosário de tristezas e assim surpreender tanto, mas tanto, a ponto de causar perplexidade. A alegria de onde sai poesia tem que ser como o sol entrando numa cela escura e solitária; tem que ofuscar, doer o peito imitando a tristeza e fazer o poeta sair gritando do mesmo modo, denunciando que aquilo tudo não cabe, que a vida não é assim e ai-meu-Deus-que-coisa-linda-eu-vou-morrer!

As poesias que não nascem da opressão da angústia ou da opressão da felicidade extrema, são chatas. Piegas. Maquiadas. Adocicadas. Junta até formiga.

Isso tudo é pra dizer que a pausa na qual me encontro vem de uma certa nulidade calma e não-pensante. Um momento da vida, por assim dizer. Ainda assim fica uma dorzinha: a dor da saudade da poesia com todos os seus tormentos. E há também agora a dor da expectativa a respeito do que virá perturbar a serenidade do meu não-pensar. 

No parágrafo anterior já há estão expostas duas dores. Mas duas dores é pouco demais para um poeta.

8 de jul. de 2017

Medo

https://farcristin.tumblr.com/post/162762697775/as-pessoas-tem-medo-da-velhice-e-da-morte-mas

5 de jul. de 2017

Persistência & Teimosia

Há quem veja diferença e até tenha escrito a respeito. Eu não vejo diferença alguma. Em se tratando de estilo de vida, persistência é teimosia e teimosia é persistência. Aliás posso afirmar categoricamente que persistência é a teimosia que deu certo. Quando o persistente quebra a cara recebe o troféu de "teimoso".

Chatos ou não, só os teimosos sobrevivem.  Tendo isso em vista, nem sei o que estou fazendo aqui, vivinha, escrevendo. Não sou persistente. Desisto logo, não gosto de coisas difíceis.  Comigo é assim: dificultou, dançou.   Sim, isso é vergonhoso.

Eu sempre disse que se nascesse homem minha vida seria bem complicada porque eu JAMAIS teria paciência com as mulheres difíceis. Se fica fazendo pose, vai pra lá e pra cá balançando a bunda mas não libera nada? Vá se catar!  Resultado: só partilhariam do meu leito de amor as safadinhas, fáceis e descaradas em geral. Eu seria o Rei das Galinhas. Triste destino. Deus sabe o que faz. Estou feliz com a minha - quer dizer, com o meu estado.

Aos que já me chamaram de teimosa, respondo: quem dera!  Embora eu admita que em termos de falatório não desisto facilmente. Sou capaz de argumentar até enlouquecer o oponente - mas também é só isso.

Sem falar que uma das virtudes masculinas que mais aprecio é justamente a persistência, a capacidade quase infinita de levar fora até que a pobre mulher, exausta, jogue a toalha e diga SIM. Acho legal lutar pelo que ser quer. Acho legal nos outros, porque comigo penso logo: "Dificultou? Então não era para acontecer. Deus não quis. Tchau."

Pois é, vou ficar só mais dez anos tentando fazer desse blog um sucesso. Depois disso, desisto!

28 de jun. de 2017

Aquilo que você já sabe.

Pra mim é o seguinte: rotina só é ruim quando não é boa.
Eu mesma não queria abrir a janela ao amanhecer e ver cada dia o sol com uma cara diferente. Sol roxo. Sol cinza. Sol vermelho com bolinhas pretas. Sol amarelo com listras azuis. Não. Gosto mesmo é desse mesmo sol amarelinho e descabelado de todas as manhãs.  Qual o problema?

Não entendo essa implicância que algumas pessoas tem com a rotina.  Rotina é bom!

A pior implicância mesmo é implicar com a rotina da convivência a dois. Dá até vontade de rir quando vejo uma recém-casada dizendo que está sempre bolando alguma coisa nova para o relacionamento não cair na rotina.  Ha ha ha. Só quero que ela venha conversar comigo daqui a trinta anos.  Quem é que aguenta o peso de ter que estar bolando novidades para escapar da rotina do casamento? Se o casamento tende a ser insuportavelmente chato a ponto de você precisar ter essa preocupação, vou te dar um conselho: ao invés de ficar imaginando coisas caia fora.  O bom casamento não é aquele com uma novidade por dia. O bom casamento é justamente aquele no qual duas pessoas se deliciam no que já conhecem de sobra e ainda assim continuam querendo. Êta coisa boa!

Bom do casamento (e de tudo o mais) é justamente a boa expectativa.  Há coisa melhor do que deitar já sabendo que receberá aqueeeele cafuné de boa noite? Por quê esse cafuné tem que ser cada dia de um jeito, meu Deus do Céu?  Outro exemplo: eu não gostaria de chegar ao meu restaurante favorito e encontrar cada vez o meu pedido com um gosto, um tempero, um corte diferente. NÃO! Eu quero comer exatamente aquilo que eu já comi na imaginação. Se mudarem alguma coisa eu reclamo.

O sucesso das franquias é justamente a pessoa entrar no estabelecimento já sabendo o que vai encontrar, sem invenções nem "criatividades".

Imagine-se em um casamento no qual você tenha a tarefa de toda a semana inventar um novo local para acasalamento (legal esse termo, né?), uma roupa diferente, uma música diferente, uma posição diferente... Acorda! Isso é impossível! Não há criatividade que aguente.  Além do mais, nada que você inventar será mesmo diferente. Todas as posições "diferentes" já são manjadas desde que o mundo é mundo. E mesmo que para você elas sejam novidade, daqui a pouco tempo vão deixar de sê-lo. Ou você gosta de fruta ou não gosta. Decida.

Sério, as pessoas tem que entender que não existe a menor possibilidade de estar com alguém por trinta anos e ainda assim ter "novidades" toda a semana. E isso não é lamentável, mas desejável!   Acho que a pior rotina é a de ter que ficar o tempo todo bolando um jeito de sair da rotina. Cruz-credo!

Há algo melhor do que entrar no quarto do filho sabendo que ele está lá, previsivelmente com saúde, que vai previsivelmente sorrir para você e previsivelmente te dar aquele abraço "manjado" de bom dia?  Há algo melhor do que flagrar o olhar carinhoso da pessoa amada previsivelmente direcionado a vocÊ? Há algo melhor do que aquele mesmo cheirinho de café novo? Imagine uma cozinheira que fizesse um cafezinho todo dia com um gostinho diferente para não cair na rotina. Eu mandaria ela embora. Há algo melhor do que o bom e "manjado" orgasmo? Você já sabe como é,  gosta de sentir aquilo e não precisa de inovação: só da boa e certeira re-re-re-repetição.

As melhores coisas dessa vida não comportam versão remix. Quero chegar em casa e torcer para encontrar sempre as mesmas coisas que amo. A felicidade está justamente em saber que as coisas que apreciamos continuarão sempre do mesmo jeito, no mesmo lugar. As dores da vida estão justamente na fatalidade de não conseguirmos manter pra sempre aquelas coisas que nos fazem felizes.

Acho que a felicidade é como um bom pudim de leite: simples e previsível. Quanto mais tentam incrementar um pudim, pior ele fica. Pode conferir.

Eu não consigo sentir água na boca por aquilo que desconheço o sabor. Quão doce é a expectativa da espera quando o desejado já foi mentalmente saboreado!

Quem muito muda é porque ainda não achou o ponto certo. No dia em que você comer um pudim perfeito  você entenderá que qualquer cereja a mais é heresia.

13 de jun. de 2017

O primeiro passo

Hoje é o seu dia. Hoje você decidiu dar o primeiro passo e alcançar o que até ontem parecia inalcançável. Parabéns.

Foram necessários meses, muito meses até chegar aqui. Você pensou, sofreu, decidiu, voltou atrás, adiou de novo... Mas a hora é essa. Você vai jogar fora a triste capa do fracasso e mostrar ao mundo do que é capaz. 

É no primeiro passo que a sua melhor versão se manifesta. Seu "eu" se levanta imponente como nunca, como jamais, e sai da toca com a cara lustrosa.   Todas as certezas do mundo te saúdam, benevolentes. Tudo é fácil, os céus sorriem. 

Agora olhe ao redor e perceba quantas pessoas não conseguiram ser como você. A maior parte não tem a sua coragem. Você é um exemplo sim!  A maioria simplesmente não consegue dar o passo fundamental que determinará se haverá outros ou não.

O dia de hoje que determina todos os demais. Não importa o que vem lá na frente: se não houver o primeiro passo não haverá segundo nem terceiro. Você está criando o futuro! Tudo o que te abraçará lá no fim, na linha de chegada, está sendo forjado agora, agorinha, pela planta dos seus pés. Esse dia jamais se repetirá.

Vai ser maravilhoso dar o segundo, o terceiro, o milésimo passo. Mas nenhum se compara ao primeiro. Nem de longe!   Nunca mais você vai sentir essa fé ingênua de quem começou o caminho e ainda não sentiu o peso do cansaço. Hoje você é um feixe de energia. Esse dia nasceu pra ser sozinho, único.  Nunca mais você se sentirá tão forte quanto hoje. Dá uma certa melancolia saber disso.

Hoje você se pergunta, abismado, por que cargas d'água não tomou essa decisão antes.  Hoje é a glória mas os próximos passos serão marcados pela persistência. Serão passos pesados e o mundo todo te puxará para trás. Você vai ter que ser teimoso, chato. Seus amigos lançarão à sua passagem confetes de desculpas. Dirão que a vida tem que ser leve. Elogiarão seu esforço mas apoiarão veementemente a sua desistência.  São desculpas-confetes. Confetes efêmeros e irresponsáveis da parte dos que ignoram a glória do primeiro passo.  Não aceite. Siga.  Que vá ao lixo toda solidariedade ao fracasso. 

Viva esse momento! Curta essa bem-aventurança. Nunca mais, nunca mais mesmo você terá a certeza do sucesso como tem hoje. Só existe um primeiro passo. Nunca mais a vitória vai te parecer tão ao alcance das mãos.

Todos nessa vida deveriam ter emoção semelhante. Esse é o seu momento. Não importa que seja efêmero; ele é todo seu.

10 de jun. de 2017

O mundo

Para começar : não existe uma "repressão do mundo contra o corpo imperfeito".  Ninguém tá nem aí se você é gorda ou magra , pelancuda ou sarada. A única pessoa que te reprime , te critica e te odeia do jeito que você é , é você mesma.  Só você tira a  sua própria  liberdade.  Pare de culpar "o mundo" pelos seus complexos. A pessoa se acha uma merda e fica comprando "o mundo". Ninguém te impede de usar biquíni.  Repito: o mundo não  tá nem aí para você. E mesmo que tivesse, porque você deveria se importar?

A mesma coisa acontece com a dona de casa:  ela tem inveja do trabalho do marido,  acha que o que o que ele faz é superior ao que ela faz , se acha um zero à esquerda e por isso quer sair para trabalhar.  O problema não é ela sair para trabalhar . O problema é a falta de autocrítica quando ela diz que faz isso "porque a sociedade não valoriza o seu trabalho".

Quem é "a sociedade"? Quem são essas pessoas tão importantes a ponto de me fazerem mudar todo o rumo da minha vida só para eu ser aplaudida por ela? 

Conversa fiada . Ela é o seu proprii algoz. Ela mesma é que não se valoriza e fica jogando "para a sociedade".   "O mundo" ...   Por  que os aplausos desse antro de pilantragem deveria importar? 

21 de mai. de 2017

Sol e praça

Esses dias me vi em casa tranquila e feliz da vida.  Não com aquela felicidade esfuziante dos acontecimentos notáveis. Não. Era o estado de quem apenas está bem.  Então pensei: onde eu gostaria de estar agora para que meu dia seja perfeito? Estranhamente eu não soube responder.

O dia estava lindo, o sol pipocando no céu. Um exagero tropical. Que tal uma praia? Não. Praia perdeu um pouco a graça depois que tive melasma. Queria estar no sítio? Não, hoje não. E que tal um passeio de lancha? Hmmm... Outro dia. E ficar em casa, que tal? HHmmm... Não, eu queria estar em algum lugar.

Por que achei que estando em outro lugar as coisas seriam ainda melhores? Porque o sol estava lá. O sol me chamava, a rua me chamava e ficou convencionado que quem fica demais em casa está se escondendo de alguma coisa. Um dia, dois, tudo bem mas tempo demais já é tristeza recalcada. Como ser humano saldável era lógico que eu deveria pelo menos querer estar "lá não sei onde".

Hoje descobri um lugar perfeito para ir quando não se quer ir a lugar algum e ao mesmo tempo não se quer ficar em casa:  praça. Mais exatamente Praça Batista Campos.

Pois hoje de manhã me entalquei de animação e parti para o povo. Rua. Carros - não muitos, pois é domingo. Caminhando na praça vi que ali é o lugar perfeito para se estar em qualquer ocasião: na alegria ou na desgraça, na paixão ou na indolência.  Pra começar: todos pareciam calmos e felizes. Tudo era muito família e parecia que ninguém tinha problema, sequer uma unha encravada. Velhinhos pegando ventinho, gente mimando seus cães... Havia cão de todo o jeito e tamanho, pra todo gosto. Morri de rir com uma garota passeando com um gatinho de coleira. O pobre se contorceu, esperneou mas conseguiu escapar e se enfiar debaixo de um carro. E as moças pedindo ajuda pelo amor de Deus.  Vi também um monte de crianças adoráveis. Dá pra ficar depressivo num lugar assim? Não. Ainda mais quando as crianças estão sob os cuidados dos outros  e tudo o que você tem que fazer é olhar. Garota de laçarote verde enorme, dois irmãos gêmeos circulando de bicicletas, garotinha desenhando, outra correndo, um monte de garças lá em cima nas árvores, casais caminhando de mãos dadas, grupos de bike, turminha tomando água de coco, homem vendendo bolas coloridas... A praça estava linda como um pequeno paraíso permitido no meio do caos. Aquela é a vida real? Sim? Não? 

Era assim que o mundo tinha que ser: todo mundo em paz levando a sua vidinha na boa, sem grandes preocupações e com roupas coloridas. Patins, bicicletas, tênis, sorvete, água de côco, cachorros, gatos, velhinhos, crianças, figuras solitárias, figuras esquisitas, figuras engraçadas... 

Voltei pra casa cansada e completa. Era disso que eu precisava: misturar com as pessoas, sorrir para elas, puxar conversa com uma vendedora.  Agora sim. Quando o meu lugar não for aqui nem aí, decididamente será lá.   Bora pra praça!

18 de mai. de 2017

Esquecimentos

Daqui para a frente quem eu passaria a ser se esquecesse quem fui? Eu me comportaria da mesma maneira? Sorriria do mesmo jeito?  Como trataria as pessoas? Se tudo o que fazemos é motivado pelo nosso passado, quem seria eu sem passado?  Qual é a minha matéria prima a partir da qual a vida me esculpiu?


As únicas pessoas que não tem passado são as crianças. Eu voltaria a ser criança? Voltaria a acreditar e a perdoar facilmente? Dormiria sem preocupações ou sobressaltos? Seria uma pessoa boa e confiante? Seria feliz? Uma pessoa sem passado é uma criança e o fato de desconhecer, pelo esquecimento, todos os sofrimentos e perigos do mundo, me jogaria imediatamente no colo de todos os perigos e sofrimentos do mundo.

O esquecimento só seria bom em um mundo bom. Aqui, precisamente onde estamos, o esquecimento seria uma breve felicidade mas também uma imensa vulnerabilidade.

Na vida já tive medo de não conseguir esquecer e já tive medo de esquecer, perdendo assim meus pequenos tesouros do passado.

Ainda que as lembranças boas venham acompanhadas de lembranças ruins, como um colar de contas variadas, ainda assim eu o quero todo. Meu passado sou eu e tudo o que fui é o que me explica hoje e eu preciso dessa lógica. Além do mais, se um dia a felicidade se for, precisarei ainda mais me compensar com a felicidade passada. Não posso perder nada. Não posso esquecer.

REALIDADES BRASILEIRAS