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25 de jul de 2012

Dia do Escritor

Todos sabemos que a preocupação número 1 de grande parte dos blogueiros é ter assunto para blogar. Não sou assim. Sempre tenho assunto. Meu problema não é a falta de assunto, mas o excesso deles. 

Os assuntos são como pássaros a sobrevoar a cabeça do escritor. E a cabeça do escritor é uma gaiola. Pode ser grande ou pequena, simplezinha ou um tremendo duplex, não importa; o que importa é que se trata de uma gaiola na qual os simpáticos pássaros das idéias devem entrar na boa e ali permanecerem até serem devidamente reduzidos a termos. E é aí que mora o problema.

Minha gaiola é um kitinete tamanho P.   Ela comporta até uns dois ou três pássaros anãos, não mais que isso. Aqueles maiores, tipo arara e gavião, nem pensar.  Tenho mil coisas a dizer ao mundo, só que essas mil coisas sobrevoam minha pobre gaiola justamente quando não tenho como prender o pássaro lá dentro. Sempre estou sem computador, sem caneta, sem um gravador... É um sufoco.

Esses dias, de férias, com a mente deliciosaMENTE flutuante, tentei manter em cativeiro diversos assuntos até que pudesse escrever a respeito. Não consegui. Quando sento na frente de um computador observo que a portinha da gaiola estava aberta ... e vazia. 

Estou dizendo isso para poder explicar meu estranho hábito de sentar em frente ao computador e ficar olhando sua tela com o olhar vazio, os dedos imóveis, inexpressiva. É para ver se aqueles pássaros que me paqueraram o dia inteiro finalmente vão fazer o favor de pousar um pouquinho.

Nesse exato momento estou tentando capturar um antigo morador da minha gaiola.  Inútil. Ô bichinho sacana!

Antigamente os escritores que se prezavam andavam sempre com papel e caneta. Os mais modernos usavam um gravador sempre no bolso. Os atuais são como eu.

Ah, antes que eu me esqueça: hoje, 25 de julho, é o Dia do Escritor. 


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