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27 de ago de 2016

Ele está de volta

Comecei a assistir despretensiosamente.  Quase desligo porque o filme começou mal pra caramba. Achei uma droga,  sem graça, um pastelao idiota. Mas depois a historia se torna bem instigante. Levanta questões muito interessantes.
Em determinados momentos parecia que estavam se referindo ao Brasil. Cheguei a desconfiar de que o filme foi encomendado para nos cutucar.
Mas sabe o que dá mesmo um nó na cabeça? A constatação de que ao longo do filme a figura de Hitler deixa  aos poucos de causar repulsa ou revolta.  Sua postura cheia de orgulho pelo seu país, "fé  na Alemanha  e  sincero disposição em trabalhar para a grandeza do seu povo" é algo que pode conquistar pessoas a qualquer tempo,  inclusive hoje. Alguém que realmente acredite em seu povo, na grandeza da sua nação e seja capaz de insuflar isso nas pessoas. Quem não se deixaria seduzir por um lider assim?  Isso é assustador.
Com a abordagem correta, sem as formalidades do passado e uma pitada de humor  Hitler bem poderia ser reintroduzido na sociedade inclusive com a ajuda daqueles que não lhe levam a sério. Acho que ele faria sucesso aqui e agora. Porque é como ele disse: as pessoas o escolheram porque no fundo elas são como ele. 
É um perigo brincar com o mal, esquecer que o mal é mal, rir do mal. Porque de repente o mal seduz, igualzinho como no passado.
Recomendo. Mas repito: o início é uma droga.



Confira "Ele está de volta" na Netflix
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