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19 de jun de 2007

Generalidades 02

Hoje pela manhã, enquanto eu corria placidamente pelo condomíno onde moro, pude avistar uma cena comum, mas nem por isso menos interessante: uma revoada de homens felizes da vida, caminhando, conversando, rindo e curtindo a companhia um do outro. Sem viadagem.

Eles sempre estão por lá. Sempre se encontram e os grupos de dois ou três às vezes se juntam formando um grupão, às vezes se dissolve formando grupinhos. É essa a dinâmica.
Poucos andam sozinhos.

Sabe quantas vezes vi mulheres juntas caminhando onde moro? É a coisa mais rara do mundo. Às vezes vejo duas juntas; seis meses depois pode ser que a cena se repita. Ou não.

Geralmente mulher se junta em programações específicas mas separam-se rapidamente tão logo a tal programação acabe. É vapt-vupt. Já vi esse fenômeno da natureza quando organizaram lá no condomínio um "Spa Holístico" (seja lá o que isso seja). Aí sim: uma galera caminhava rindo e matraqueando. Quando acabou o tal Spa Holístico foi como colocar o dedo em um formigueiro: cada uma foi pro seu lado e nunca mais se encontraram.

Quem gosta de mulher? Acho que só a mãe da mulher (nem sempre) e criança de peito. Fora isso não consigo lembrar de mais ninguém. Ah sim!... ... Pensando bem: "ah, não".

Sempre desconfiei de que homem não suporta mulher. Homem gosta de sexo com mulher, mas não da mulher em si. Pode notar.

Um dia um colega, em conversa descontraída, mencionou sua grande fantasia: "acho mulher o máximo! Adoro mulher! Mas o problema é que falta o botãozinho de desligar. O que eu mais gostaria que existisse era uma linda mulher que a gente guardasse em uma caixa, dentro do armário. Quando estivesse a fim, pegava, ligava, curtia, beijava, amava... Seria o máximo! Depois acabou? Encheu? Lava, desliga, guarda no armário, reservadinha só pra mim. O problema da mulher é que a gente não consegue desliga-la!"

Pô! - disse eu.

Tem razão: ele é um crápula.

Olhe em um bar uma rodinha só de homens: todos felizes bebendo, falando merda e paquerando a mulherada.

Agora olhe uma rodinha só de mulher. Elas olham pra todo o lado, menos umas para as outras. Acabam conversando sobre problemas, zebras no relacionamento ou dieta.

Olhe de novo: uma rodinha cheia de mulher com um "bendito o fruto". O pobre quase não fala, fica murcho e bêbado no seu canto. Se ele estiver muito simpático e falante, pode crer: vai comer ou está comendo alguém do grupo. Homem só se sente bem cercado de fêmeas se existe algum interesse/possibilidade sexual. Fora isso, never!

Faltou falar da rodinha de homens com uma mulher apenas no grupo. Há um brilho indisfarçável nos olhos dela. Se ela for bonita há um brilho indisfarçável nos olhos deles todos. Mas atenção: só se ela for bonita. E se for amiga das esposas dos que estão à mesa, eles querem mais é que ela morra - ou caia fora o mais rápido possível.

Aos que me acusam de crueldade, retruco: cruel é a natureza.

A respeito dos homens: não sei se os homens são cruéis. Depois pensarei mais sobre isso.
Quanto às mulheres... a gente faz o que pode, né?

Cristina Faraon
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