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20 de ago de 2007

Paulo Zulu


Peço a ajuda de gente amiga e de pessoas influentes junto a mídia.

Alguém aí tem acesso a esse rapaz?

Vou te contar... Existe alguma coisa pior do que um homem que não se manca? Ele vive me mandando fotos, bombons, flores... Já esgotei meu estoque de foras mas ele se faz de desentendido.

Há pouco tempo atrás ele não tinha onde cair morto.
O que é a vaidade humana, né? Só porque ele saiu bem em meia dúzia de fotos, acha que vou dar bola. Vou contar pra vocês: pessoalmente ele é o "cão chupando manga" de tão feio. Sério! Tudo aí que vocês estão vendo é pura produção. Tirando o filtro da câmera, a edição da foto e a maquiagem, o que sobra é de dar dó.
Dia desses ele falou que viria a um desfile na cidade e deixou o número de seu apartamento no Hilton. Ainda que eu não fosse comprometida vocês acham que eu pagaria um mico desse? Fala sério! Só perdoei porque afinal de contas as pessoas apaixonadas passam mesmo dos limites. Todos já vivemos uma fase assim, não é verdade?

Admito que ele é um bom rapaz: esforçado, sustenta toda a família, leva a mãe para passear no parque, dá banho no cachorro, troca lâmpadas, é carinhoso, sabe cozinhar, adora crianças, lava as próprias cuecas, vive tomando banho, troca lâmparas queimadas, arruma a cama quando acorda, não ronca e ainda faz trabalho voluntário. Mas pergunto: e eu com isso? Grandes coisas!
Bem, por que estou pedindo ajuda? Porque ele está pirando e não sei onde isso vai acabar! Posso ter sérios problemas com essa história. Se ele é carente, se nenhuma mulher dá bola pra ele, o que é que eu posso fazer? A vida é assim!

Uma coisa me tranquiliza: ele tá se tratando. Se bem que o terapeuta dele me falou que ele anda muito "deprê" e que a culpa é minha. Minha! Teve a cara de pau de dizer que se a carreira do rapaz for para o ralo eu serei responsabilizada. O trabalho desse açougueiro é fazer seu cliente aprender a se valorizar mais e não ficar fazendo chantagem emocional com pessoas que tem mais o que fazer. Felizmente eu não sou boazinha. Nunca fui. Pode espernear a vontade.

Confesso que as vezes dá pena, mas não vou comprar um problemão só por causa de um pobre-diabo de um metro e noventa e oito, conservadinho, moreno e de olhos verdes. Disso aí o Ver-o-Peso tá cheio.

Tô fora!

Tá com pena? Leva ele pra você!


Cristina Faraon
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