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23 de jun de 2013

Mitos


Um grande erro é confundir mito com mentira.  É até compreensível, já que as palavras são parecidas, só que o que expressam é o inverso, uma da outra.

A mentira não está ligada a nenhum fato.  Ela se inspira em fatos, mas não é parida por eles. A mentira é uma pluma artificial flutuando por aí, saída de ave nenhuma. O mito não.

O mito tem a mesma origem grave das profecias, dos enigmas, dos hieroglifos. Estão nos dizendo algo, mas como a gente não entende, acaba preferindo acreditar que são desenhos decorativos.

Os mitos não são desenhos decorativos em nossas cavernas. Eles são verdades registradas de modo peculiar, estranhos para nós. Eles são o que sobrou de um tempo perdido no passado. Emanam de verdades que não conhecemos, que foram soterradas. Os mitos são verdades capengas. São máquinas faltando  peças. São a carroceria de um caminhão que, como não pode mais circular só serve agora para divertir as crianças. Crianças adoram brincar em carcaças de carros. Por isso adotamos mitos. E também por isso não os levamos a sério.

A magia é parecida com o que expliquei. Claro que existe! Magias são fatos que a gente não tem como explicar. Parecem caçoar da ciência. Só que nada caçoa da ciência!  Magias são acontecimentos incontestáveis e inexplicáveis, em relação aos quais nos sentimos mais seguros se desacreditarmos.
Toda magia, quando explicada, muda de nome.

Magia explicada se chama CIÊNCIA.
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