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6 de set de 2014

Liberdade de novo

É justo e compreensível que desejemos reconhecimento pelos nossos esforços no trabalho. Acho tolo dizer que devemos dar o melhor de nós mesmos sem esperar reconhecimento. Tudo bem não esperar uma recompensa em dinheiro ou um Oscar, mas reconhecimento é normal, é humano.

Sei que isso vai contra um monte de frase de Facebook, mas é o que penso. É justo, humano e desejável que as pessoas tenham suas realizações reconhecidas ou pelo menos admitidas. É um direito. Embora seja louvável fazer o bem "distraidamente", não é crime pensar. Ponto.

Agora vou, aparentemente, me contradizer: acontece que tenho observado que a felicidade muitas vezes está em abrirmos mão de certos direitos. Porque alguns direitos, embora nos pertençam sim, são uma bagagem pesada demais.

Entenda:  perder direitos é muito diferente de abrir mão de direitos. 

O reconhecimento é algo justo, mas esperar por ele é quase um castigo. A bem dizer, esperar por ele é injusto. Não precisar dele é a glória. Fazer as coisas dentro do seu próprio mundo, sorrir pra si mesmo de prazer quando você é bem sucedido e nem parar para reparar se os outros prestaram atenção - esse é o chique da vida.

Mas isso é um aprendizado. É o próprio "pulo do gato" da saúde emocional. As pessoas comuns querem o óbvio: a justiça de serem reconhecidas. As pessoas top, portanto felizes, já ultrapassaram essa fase. Elas estão além e simplesmente não precisam mais disso. São independentes.

E por falar em liberdade- sim, caso não tenha notado, é disso que falávamos-  felicidade e liberdade estão grudadas como irmãs siamesas e consistem em não precisarmos. Quanto menos necessidade, mais liberdade. Uma coisa puxa a outra. 

Sou obrigada a reconhecer o que toda frase de Facebook diz: a compensação pelo trabalho não é o dinheiro, mas o trabalho em si. O dinheiro é devido, mas está no nível raso da justiça. As pessoas top curtem tanto fazer bem feito que simplesmente não precisam de recompensa. Estão além disso. Elas sao, assim, as únicas donas da própria ventura.  

A pessoa feliz é um tanto louca, porque vai em sentido contrário ao da  manada.

 Se for possível é isso que eu quero.


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