.

.

15 de mai de 2017

Essa me deprimiu


Sabe quando a gente começa a ler uma história crente de que se trata de um lance de auto ajuda? Pior: sabe quando a gente está precisando de uma bombada pra cima (no bom sentido)? Pois comecei a ler o texto VOANDO (no blog Beck em Palavras). Estava gostando. Jurava que teria um final tipo assim, cristão-esotérico-budista-contemplativo pendendo pro nirvana, mas... 

Olha só o diálogo:

"- Como se faz para voar tão alto? – perguntou o mais novo.
- Não sei explicar.

- Mas você acabou de voar! Eu tento todo dia, todos os dias, nunca consigo, sempre caio.

- Tem coisas que você simplesmente faz. Vem de dentro. É com o coração. Não se pára para pensar antes de fazer algumas coisas. Não é tudo que fazemos com o raciocínio. Eu nunca parei para pensar antes de voar. Enquanto estou voando, lá no alto, eu não penso em como fazer; simplesmente começo a fazer. E quando vejo, já voei.
- Eu queria tanto conseguir voar...
- Por isso não consegue. Fica ansioso demais.
- Então eu nunca voarei?
- Sim. Voará. Você só precisa aprender a relaxar.

- E só relaxar?
- E acreditar que você pode. Se você acreditar que poderá voar e relaxar, quando você não perceber, estará lá no alto, comigo. Tchau.


Alguns meses depois, deitado na grama de um parque qualquer, completamente relaxado, o mais novo ouvia uma música ao longe e começou a sonhar que estava voando. Sonhou com tanta força, que acreditou que fosse verdade. Quando deu por si, continuava deitado na grama.
Ele nunca voou."

P.Q.P! Fiquei mal. Até parece cruzamento de Caetano Veloso com Paulo Coelho. Será que nunca vou voar?
Postar um comentário