.

.

6 de mar de 2013

Nossa imagem - nossa miragem


Fico pensando se é possível que passemos para os ouros, sem querer, uma imagem diferente do que realmente somos. Às vezes acho que isso é impossível. Podemos não gostar do que projetamos e negarmos isso. Podemos acusar os outros de estarem equivocados. Estarão equivocados mesmos? Eles ou nós?

Quando tentamos reformar a nossa imagem é porque ela não corresponde ao que somos? Ou apenas não nos aceitamos?  Quanto tentamos burilar nossa imagem é porque ela não é o que gostaríamos de ser. Rejeitamos quem somos e arriscamos uma melhora pelo menos visual. Só Deus sabe se mudamos mesmo ou se foi apenas maquiagem. O exterior influencia o interior e vice-versa. No final das contas a gente continua não sabendo nada.

O que somos "vaza" de nós sem querermos, como perfume sem tampa? Existe esperteza possível nessa área? Ou todo equívoco é apenas inexperiência de quem observa?

Sempre me engano quanto à minha própria imagem. Acho que aquilo que passo para os outros não é o que vejo em mim mesma. Teimo nessa tese. Mas raramente me engano com respeito à imagem que vejo nos outros. Só que costumo rejeitar o veredito da primeira impressão porque me parece injusto e preconceituoso ou benevolente demais. Tenho mania de minimizar o valor da minha experiência de vida, da sensibilidade adquirida. Geralmente discuto comigo mesma e rejeito, como disse, a primeira impressão - sou uma chata! Mas o tempo passa e sou obrigada a dar o braço a torcer para mim mesma.

Às vezes eu queria estar errada.
Postar um comentário