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26 de jun de 2014

Malévola



Confesso sem nenhum constrangimento que jamais me libertei do fascínio por histórias de fadas e princesas e castelos e príncipes. Esses contos me encantam profundamente desde que eu era criança.

Não sei exatamente quando isso começou. Talvez tenha sido quando, ainda bem menina, eu entrava naquele quartinho onde guardávamos coisas velhas e resgatava livros de história dos Irmãos Grimm, Monteiro Lobato e outros mais. Eu lia como quem se apossava de um segredo, como quem entrava em um portal mágico, um mundo incrível que existia sim. Era como descobrir poções mágicas.   Não, jamais me livrei desse encantamento. Pensava que conforme envelhecesse tudo ia começar a me parecer  bobagens infantis, mas não. 

Interessante é que nossa alma, quando sob o efeito dessas fantasias, não suscita questionamentos cansativos e politicamente corretos do tipo "mas por que a princesa tem que ser sempre loura e linda?" Felizmente no pais dos sonhos estamos livres para mergulhar em tudo isso com descarada liberdade.

Assisti hoje o filme Malévola. É uma repaginada da história da Bela Adormecida. Não, não me pareceu nada infantil. Para mim era como se uma fada bondosa me pegasse pelas mãos e me levasse de volta  aos sonhos da minha infância, àquele longínquo pais onde as menininhas viviam aventuras que sempre terminariam bem.  O filme foi feito para as menininhas  que as mulheres como eu já foram. Foi como que um beijo que nos acordou do sono profundo. 

Nos, mulheres, somos todas Bela Adormecidas.  O filme é lvisualmente lindo e foi feito para nos levar de volta em um passeio na floresta encantada.  Uma bela colher de chá.

Pois me tomaram pela mão e fui levada ao mesmíssimos ambientes já tão conhecidos desde pequena. É como se eu tivesse voltado e reencontrado velhos amigos. Nada me pareceu novidade. Tudo era muito meu, muito familiar, mas mesmo assim deslumbrante. As paisagens 3D eram tão mágicas (tipo Avatar) que em determinado momento me emocionei com a beleza.

Fiquei agradecida a Holliwood por me mostrar novamente as coisas que minha alminha sentia tanta saudade. E agradecida também por me fazerem entender que sonho e fantasia não tem idade e que não sou boba em me deixar levar assim. Foram pessoas adultas que fizeram o filme. Foram pessoas como eu, que sabem o que é ficar horas perdida em cima de um livro mágico. Não sou sozinha nessa floresta.  Felizmente.

Em algum lugar do mundo tudo aquilo é verdade. Tenho certeza disso.
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