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13 de jul de 2014

Uma mulher irresistível


Cada dia mais me convenço de que não teríamos tantos problemas se déssemos mais atenção ao MARKETING PESSOAL. A maneira como nos apresentamos ao mundo determina nosso sucesso ou insucesso profissional, político, afetivo (sim, até afetiva!) e social.

Tudo bem, mas se é assim, isso pode se tornar uma coisa meio neurótica. Tudo que "rende frutos" pode render neuroses.  Como relaxar?

Conheço várias pessoas muito bem sucedidas nessa arte. Será que nunca relaxam ou já acordam no piloto automático? Sim,  porque vender a própria imagem inclui até gestos mínimos.

Já estive entre as pessoas que fazem tudo errado nessa área e depois ficam achando que o mundo as odeia ou que são muito azaradas. Faz alguns anos que tenho observado a minha própria trajetória. Poucos se boicotaram tanto quanto eu. Confesso que por muito tempo achei que o mundo me odiava. Agora, que alcancei um certo nível de entendimento, sei perfeitamente bem onde pisei na bola - mas continuo sem energia pra mudar o rumo.  Em diversas situações escolhi a roupa menos indicada, critiquei a pessoa errada no tom menos aconselhável. Pior: não foi distração, foi consciente. Mas era irresistível!

Hoje eu sei de uma coisa: quanto mais vezes a palavra "irresistível" constar em seu vocabulário, maior a chance de você ser um fracasso de marketing.

Sempre achei "irresistível" dizer certas verdades para certas pessoas. Menos um ponto. Mesmo que essa "certas pessoas" fosse um superior hierárquico. Menos dez pontos. Acho irresistível abrir mão do traje "executivo" mesmo que esse fosse o recomendado para a ocasião. Menos cinco pontos. Se estou com problemas, isso fica estampado na minha cara. Menos três pontos. E por aí vai. E por ser "essa mulher irresistível" já perdi oportunidades interessantes.  Não sei fazer "as amizades certas". Acho irresistível optar pela espontaneidade. Também é irresistível dar a minha opinião sincera quando indagada. Menos um ponto aqui, menos um ponto ali.

Meu mal não é "não saber usar o marketing pessoal". Meu mal é não ter paciência para  as suas exigências.

Já os bem sucedidos são divididos em três grupos: 1) os sortudos,que já nasceram formatados para o sistema; 2) os determinados, que sabem o que querem e instintivamente caminham naquela direção sem pestanejar, por mais artificial que seja o comportamento a ser adotado; 3) e os orientados. São aqueles que contratam um profissional da área para lhes apontar o caminho que eles são incapazes de enxergar.

Dos três, o segundo grupo é o que mais me causa admiração. Isso porque o primeiro não tem mérito algum por ter nascido como nasceu. O terceiro grupo tem mérito pela humildade em reconhecer o próprio fracasso e correr atrás da solução, só são sempre flagrados, então a coisa fica muito artificial e cômica. O segundo grupo, dos determinados, pra esses sim eu tiro o chapéu.  Não são a maioria. Eles percebem como deveriam ser, então vão à luta. Sem alarde, sem se importar com mais ninguém, confiando apenas em si mesmos. Metem a cara, mudam de cara, dão a cara a tapa... e conseguem alguma coisa.

Política é tudo. E eu aqui, do alta da minha "irresistibilidade",  só tomando nota...
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