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4 de jul de 2015

Moda é moda

A simples ideia de discorrer a respeito de alguns assuntos me angustia. Sinto uma espécie de crise de ansiedade misturada com...  é aflição mesmo. Um assunto que mexa com meu emocional e exija longas explanações e cansativas argumentações em tópicos completos é uma empreitada que fatiga antes mesmo de iniciada.

Só para mostrar que hoje estou meio masoquista vou expor um desses assuntos. Acho um saco precisar  explicar  por A + B que nós, seres humanos, somos mais sofisticados do que os irracionais. Essa é uma tarefa pesada que ainda não me impus. Ninguém me impõe, mas as vezes sinto necessidade de ajudar a acordar o bom senso adormecido de algumas pessoas.

A atual onda de respeito aos animais - totalmente válida! - descambou para um outro lado: mexeu com a percepção das pessoas de tal forma que elas não conseguem mais ver a diferença entre um ser peludo e babão e um humano. Há quem pense - pasmem! - que bicho é gente e somos todos iguais.

Por outro lado é irritante ver a incoerência dessas mesmas pessoas quando defendo o uso de "coleirinhas" para crianças que recém aprenderam a andar. É um acessório prático e seguro, mas elas ficam escandalizadas! "- Falta de respeito! Parece cachorro!" Mas qual seria o problema de tratar como cachorro se os cachorros estão com tudo hoje em dia? Todos os dias ouço pessoas dizerem que "- quanto mais conheço as pessoas mais gosto dos animais!"  Então?

Contradizem-se. Uma hora afirmam preferir os bichos - admitindo assim nossas diferenças. Noutra hora dizem que os bichos são superiores a nós porque "será que você consegue fazer uma teia de aranha tão bem quanto as aranhas? Um ninho tão bem quanto os pássaros?'' Não consigo imaginar raciocínio mais idiota. Mas as vezes eles se acham superiores aos bichos. Experimente chamar alguma mulher de cadela ou alguém de macaco. O mundo se acaba. Dá pra entender?

Ou seja: igualdade, superioridade ou inferioridade são conceitos aqui bem ilógicos e só servem às discussões bestas do momento.

O pior é quando quando argumento que somos superiores e estamos no comando, que temos agido mal sim, mas que um gato não depreda a natureza não por ser bom, mas por não ter capacidade de fazer-lo. Quem tem capacidade, tem capacidade para o bem o para o mal. Os incapazes são mais limitados tanto para o bem quanto para o mal. Quando digo coisas como essas os confusos de plantão entendem que defendo a matança de animais, as queimadas, a tortura.   Que gente cansativa!

Posso passar muito tempo explanando as maravilhas de sermos humanos e a infinidade de prazeres a que os irracionais não têm acesso. Não adianta. Tá na moda endeusar bicho. E moda é moda.
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