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13 de set de 2015

O banquinho

Passei aqui só pra dizer que assisti novamente Forrest Gump. Chorei de novo.

Não tenho fama de sensível. Sou à prova de quase tudo. Aguento firme vários tipos de provocação emotiva mas sempre há uma parte do coração que escapa da armadura, se expõe e acaba levando uma flexada.

"Posso não ser inteligente, mas eu conheço o amor!"

O que é a nossa vida? Caminhamos inexoravelmente para aquilo a que fomos destinados? O que nos cabe é inegociável? Imutável? Ou a vida é como uma pluma solta, soprada por ventos caprichosos? Ela se vai sem rumo ou proveito. Seus movimentos, por mais que pareçam belos, são gratuitos. Queremos muito que suas evoluções no ar expressem arte, destreza ou qualquer coisa a ser compreendida,  mas não! Tudo é desconcertantemente aleatório. Aquele vagar bêbado é apenas confuso, sem significado algum.

Ou ... ou será que as duas coisas acontecem ao mesmo tempo?

É possível que tantas voltas nos levem a um lugar exato? Ou abraçamos a ideia de "destino" como quem abraça um ursinho de pelúcia? Temos mesmo uma necessidade imensa de viver com um propósito reconhecível, de ver sentido em tudo.

Talvez todas as nossas buscas nos levem àquele banquinho onde Forrest refletia sobre a vida. E ali, sentados, lembrando de tudo, é que começamos a perceber o sentido das coisas. Não há o que esperar. A vida não será, ela já foi.  Sente aqui e veja. Tudo foi mais suave e criativo do que poderíamos planejar.

Enquanto prosseguimos atarantados buscando algum motivo nobre pra existir, fazemos papel de bobos. Deus olha e ri, condescendente. Somos bem engraçados às vezes.  Ele deixa que continuemos a procurar o chocolate escondido pela casa e ri porque o colocou no nosso bolso. Estava o tempo todo lá e não percebemos. Mas a gente sempre descobre quando para, cansa e senta no banquinho.

Só podemos entender o passado. O presente, jamais.

A sua história também é fantástica. Como a minha. Como a de Forrest Gump.
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