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17 de set de 2015

Discursozinho retrógrado


Às vezes me vem cada pensamento!  Hoje, por exemplo, estou tendente a acreditar que toda aquela organização social do passado, ultrapassada e desprezível, ela sim estava correta.

Aqueles tabus antigos talvez levassem em conta características imutáveis dos seres humanos. Talvez estivessem em maior harmonia com a realidade do que somos.  Você já parou pra pensar que tudo aquilo pode ter sido fruto de milênios de observação?  Sociedades remotíssimas já experimentaram tudo o que hoje chamamos de "questionamento revolucionário" - e se lascaram. Por isso mesmo é que sumiram e nunca mais ouvimos falar delas.

Civilizações perdidas... experiências perdidas... conhecimento perdido.

As mulheres ficavam presas e os homens soltos. Por quê? Porque não dá pra prender quem vai caçar. Também não dá pra prender quem vai à guerra. A questão não tinha nada a ver com superioridade ou inferioridade. Soltar a macharada para que lutassem, caçassem e morressem e por outro lado vigiar a mulher para que ela não aparecesse grávida sem um pai que sustentasse a criança, eram apenas medidas práticas. Aliás nessa partilha a mulher saía ganhando. O homem que tinha que se esfalfar e se arriscar e dar conta da proteção e sustento dela e da prole. Sim, eles saíam em aventuras porque eles não tinham peitos para dar de mamar aos bebês. Iam ficar na caverna fazendo o que? Enchendo o saco enquanto a mulher grávida saía pelo mundo sob o risco de abortar? Os homens eram os caçadores só por serem fisicamente mais fortes e não parirem.

Então porque não soltar os dois, já que somos todos iguais?  Primeiro porque não somos todos iguais. Temos todos o mesmo VALOR mas mulher e homem tem características bem distintas. Segundo: porque homem não volta grávido pra casa para dar despesa e trabalho para os parentes.

Acho que as sociedades do passado em algum momento da história perceberam que soltar mocinhas deliciosas e encharcadas de hormônios só dava dor de cabeça.  Como a despesa e trabalheira sempre sobrava pra família da mulher, nada mais esperto do que controlar. Era o mesmo que dizer: "Gostou da gata? Então vão se divertir e assumam o resultado. Vão morar juntos, criar, proteger, educar e sustentar quem nascer.  Ah não quer compromisso? Então não trepa. Como pais da moça nós não estamos dispostos a proporcionar diversão gratuita, ilimitada e sem riscos para os filhos dos outros. ".

É justo. "Se vocês se divertem mas quem paga sou eu, então é o seguinte: baixa o fogo e fica em casa." Discriminação? Não, proteção. Para a mulher,  para a criança e para a família.

Os homens saem por aí inseminando tudo e todas. Beleza. Só que pra eles sai barato mas pra família da mulher sai bem caro.  Hoje existe pensão alimentícia por lei, mas não há lei que impeça um desempregado ou um preguiçoso ou um inútil de comer a sua filha. Nem nada a impedirá de querer dar pra ele assim mesmo. Então sou  obrigada a considerar que o controle ainda seria interessante.

Tá, mas e a necessidade sexual das mulheres? Olha, enquanto não mexem "na caixinha"  a mulher aguenta muito bem, obrigada. O problema é depois: ninguém segura mais. Enquanto é virgem ela é senhora de si, tem mais poder de escolha e de determinação sobre o próprio corpo. Hoje desconfio de que a liberdade da mulher está em poder escolher, em não precisar. Ou precisar pouco, vagamente, como as virgens. Porque depois da primeira, muitas reféns.

A necessidade por sexo joga as pessoas em muitas ciladas.  "A fome é má conselheira". E a tesão é "tipo assim".  Por isso que pessoas de bem se dispõe a mentir e iludir grosseiramente só para conseguir uma "inseminada básica". Claro que eles também, por sexo, se enganam quanto ao caráter da mulher, só que pagam muito mais barato do que elas pelo erro.

 "Ah mas é injusto!"   Sim, mas e daí?  Também acho injusto rugas e gordura na cintura mas minha discordância não deterá esse processo. Também acho injusto coelhinhos serem tão barbaramente devorados por onças, mas meu protesto cai no vazio. Posso espernear à vontade mas coelho continua coelho e onça continua onça. E mais:  não é tentando imitar as onças que os coelhos vão se transformar numa delas.

As feministas me chamarão de machista mas não é justo fazê-lo. Ninguém há de discordar de que no tempo em que os pais controlavam os filhos não existia essa quantidade absurda de menores abandonados, marginalizados e miseráveis nem tantas mulheres usadas e amargas.

Muita coisa mudou... mas nem tudo foi pra melhor.  Não advogo uma volta ao passado. Estou apenas ajudando os nossos ancestrais a se fazerem entender.

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