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9 de mai de 2016

O que é ser "Emo"



Hoje estou emotiva e com vontade de abrir o coração. Sente aí e me ouça.

Sempre pensei assim: que temos que viver plenamente todas as fases da nossa vida. Se uma delas nos for surrupiada nosso espírito nunca descansará em paz - e não me refiro a nada pós morte. 

Você não tem nenhum amigo meio velhote mas que não se convence disso? Está enrugado mas jura que é garotão, os programas são de garotão, conversa como garotão, raciocina como garotão... Na verdade você nem aguenta o cara. Por que ele é assim? Porque provavelmente não teve adolescência. Isso acontece também com mulheres que supostamente teriam o "espírito jovem".

Espírito jovem nada mais é do que mentalidade que não evoluiu, não passou para a próxima fase do vídeo game e fica repetindo o jogo para sempre. Acho meio patético. Não quero ficar assim. 

Isto posto, continuo: sabe, praticamente não tive adolescência. Claro que você não quer ouvir o lero-lero que me leva a dizer isso. Vamos pular essa. O fato é que minha infância foi beleza mas  por muito tempo da minha vida adulta eu quis viver mais um pouco da minha adolescência, pelo menos por uns meses. Eu achava que só assim eu entraria com a cabeça erguida (sem micos) da maturidade. 

Uma das coisas mais adolescentonas que conheço é ter uma turma, uma galera, uma tribo. Cara, uma tribo, era isso o que me faltava! Quem sabe se eu me adequasse a um grupo poderia viver uns lances maneiros, não é?  Pensei muito tempo sobre isso. Como sou "um pouquinho" indecisa, estou pensando até agora. Não posso precipitar uma decisão assim tão importante. É da minha adolescência que estamos tratando!!!! Pesquisas seriam necessárias.

Um dia...  Li no blog de uma adolescente (Cristiane Reis) a explicação de o que seria ser um Emo (ou, no meu caso, uma Ema????).

Sempre me identifiquei muito com os hippies... mas eu era jovem demais na época do auge do movimento. Lamentável...  É como dizia o Veríssimo: "Nasci na época errada. Eu era jovem demais para ser hippie, agora sou velho demais para ser punk..."   Ele escreveu isso a pelo menos uns 15 anos e tem a ver comigo.

Lendo o texto que colarei abaixo adianto mais uma desilusão: eu bem que gostava dos punks mas... minha alma sempre foi mais leve do que aquilo. Algo me dizia que haveria de surgir uma "tribinho" mais amena para mim. Surgiu mas... será que também tô fora?  Veja e analise o texto de Cristiane Reis. Os comentários entre parêntesis e em negrito são meus.

"O que é ser Emo?Emo é o jovem  (ihhh! Dancei!) que alia som pesado à sexualidade flexível.  Faz parte de uma nova tribo que está surgindo em substituição às patricinhas (que os homens não admitem mas adoram), aos góticos (eu gosto) e neo-hippies. O que distingue o emo não é só a música, e sim as atitudes. O nome vem de emotional hardcore (???), vertente do punk que mistura som pesado com letras românticas (ah tá). Ele têm entre 11 e 18 anos e, nas roupas, é capaz de misturar as botas do punk, o colar de Wilma, a mulher de Fred Flintstone, e uma camiseta com a gatinha Hello Kitty (ih!). Não esconde os sentimentos, expressa abertamente suas emoções  (tô dentro), preconiza e pratica a tolerância sexual (não "na minha"). Gosta de música emocore (cumé?). O estilo mescla a batida hardcore com letras românticas e poesias adolescentes. Vive na internet e no Orkut  (...ou Face). É emotivo. Chora ouvindo músicas que falam de amores perdidos e rejeição dos pais (essa parte é fácil também). Dá demonstração explícito de carinho (sou fraca nesse quesito). Se beija e se abraça em público (hhmm), seja com pessoas do sexo oposto, seja com as do mesmo sexo. Aceita a opção sexual do outro sem preconceitos. Escreve diários, poesias e músicas. Seja ele menino ou menina. Usa roupas que mescam a rebeldia punk com os ícones infantis. Menino ou menina usa rosa . Usa cabelos lisos com enormes franjas no rosto. Usadas somente de um lado, denotam certa ambigüidade sexual. Não curte drogas (será?). Luta por um mundo sem violência, em que um dia todos se abracem sem parar (que meigo!)

É, não deu pra mim. Vou esperar a próxima moda.



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