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11 de nov de 2016

Ciclos



Ninguém segura a vida. Ninguém segura a morte. A deterioração é inevitável mas o universo continua. Segue seu rumo pisando duro, desaforadamente, apesar de nós. Mesmo que destruamos todo esse planeta ainda assim ele continuará existindo com outras formas de vida. Árvores foram assassinadas para dar lugar a esse prédio que aí jaz. E outra geração de plantas se levanta sobre os escombros, ri deles e sacode suas bandeiras. Vão viçosas e atrevidas, recém chegadas ao mundo e descansam tranquila em plena posse do que pensam ser seu. 
Quem ri por último ri melhor. Mas ninguém sabe quem ri por último porque o ciclo é infinito.
Deixemos que as trepadeiras gozem a inebriante ilusão da sua eternidade. 
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